FolhaPress
Arthur Lira e Rodrigo Maia

A corrida antecipada pela cadeira de presidente da Câmara dos Deputados já é de conhecimento público.  

A eleição, que só vai ocorrer em fevereiro do ano que vem, apresenta, neste momento, dois opositores: o alagoano Arthur Lira (PP) e o atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).  

Os dois já foram muito unidos. Maia comandando o Centrão (grupo de 10 partidos); Lira atuando mais no contato direto com os parlamentares.

Foi só o governo Jair Bolsonaro entrar no circuito liberando o sinal verde da corrida pelo cargo para o processo ser antecipado.

O que Bolsonaro fez foi se aproximar do parlamentar alagoano e demonstrar apoiá-lo. Logo Rodrigo Maia reagiu tirando o seu partido e o MDB do bloco do Centrão.

O presidente imediatamente decidiu, contam seus assessores, "por ora evitar gestos que possam influenciar na briga pelo comando da Câmara".

DEM e MDB têm 63 deputados e votam majoritaramente nas pautas econômicas apresentada pelo governo.  

Por isso foi burrice do governo Bolsonaro antecipar a eleição e correr o risco de perder votos no plenário.

Tudo bem que para o governo o comando da Câmara é fundamental por uma série de questões. A principal é que o presidente da Casa estará no comando durante o período eleitoral de 2022, quando o presidente da República deve disputar a reeleição ao Planalto.

Imagine, então, o tamanho da importância e do poder que terá o próximo chefão.

É por isso que 'o líder informal do governo', Arthur Lira, vem 'duelando' com Rodrigo Maia. O primeiro quer o cargo para poder dar o prócimo passo em sua carreira política. O segundo deseja eleger um parlamentar do seu grupo para permanecer influente, poderoso.

Maia tem a simpatia dos partidos de oposição, do PSDB, MDB e de algmas outras siglas que permanecem, por ora, no Centrão.

O fato é que o alagoano Arthur Lira está no jogo, embora os sinais indiquem que errou profundamente ao contribuir e aceitar precipitar o processo.