Welton Roberto
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A VOZ E A VEZ DOS MEDÍOCRES

Redação|

A VOZ E A VEZ DOS MEDÍOCRES

 

            Não me assustaria ou me surpreenderia se perguntado a algum ministro do atual governo qual a função do esqueleto, se a resposta viesse: “derrotar o He-man”. Para você que não sabe quem foi o referido personagem criado pela Mattel nos anos 80 sugiro que visite o google ou o youtube e se divirta um pouco. E tenho certeza que eles estariam respondendo a pergunta “na vera”! Sim, porque depois de fazer nevar no nordeste brasileiro e transferir a mata atlântica para a Amazônia, tudo virou normal no governo dos medíocres. Não falo por desprezo ou por vindita política, mas por triste constatação. Já se vão quase dois anos de estultices e perdições de uma nau sem rumo e sem objetivos, a não ser dar vez e voz a esta multidão de sombras e penumbras que começaram a normalizar a idiotice e a imbecilidade, onde a ignorância passou a ser virtude no meio dos comensais do absurdo.

Viramos piada internacional. Isso é fato, ainda que você não goste ou não admita! Sem esquecer, lógico, do velho toma lá dá cá, que ora voltou a ser a moeda de troca entre o governo e o famigerado “Centrão”!

E não tem cloroquina diária que cure a diarreia mental dessa turma!

            Relativizamos e banalizamos a falta de conhecimento e agora os fins justificam os meios, como em uma ética meia boca, à brasileira.

Os medíocres pedem ditadura militar, mesmo já tendo sido entulhado de militares os cargos estratégicos do governo, como se isso fosse remédio para a corrupção! Não sabem que historicamente os governos militares foram um fracasso no quesito “honestidade e transparência”. Não estudam, mas endossam a bandeira patriótica em seus corpos moribundos ávidos por censura, tortura e assim nos matam a todos de vergonha!

E que vergonha!

            Fraudar diplomas e títulos acadêmicos passou a ser normal e até defensável para um pretenso ex-futuro ministro da educação.  Mas o outro que assumiu esta condição defendeu que surrar crianças era pedagógico. Não me assombro se você que ora me lê esteja defendendo isso só para proteger seu mito de estimação. Para mim, tudo virou normal neste manicômio de zumbis onde o Queiroz foi encontrado na casa de um advogado “trambiqueiro” que nunca soube que ele esteve lá ou sequer o conhecia, mas a quem protegia para proteger o “capo dei capi ” – locução italiana para conferir a maior honraria para os mafiosos - na lógica miliciana da “rachadinha”, no diminutivo para dar ar de que é um “crimezinho” mesmoe daí ficar mais fácil para tomar com cloroquina!

Defender asneiras, negar a ciência, fazer arminha com a mão e colocar um “talkei” ao final de frases nonsense  virou cult e deu ar de superioridade aos medíocres que sem qualquer argumentação para qualquer pergunta sobre qualquer assunto, acham-se vitoriosos no debate encerrando a sua fala desconectada e desconexa de qualquer realidade para justificar o injustificável com o chavão “E o PT? E o Lula?”. Enquanto isso no Brasil do inverno nórdico nordestino e de 87% de “mata atlântica amazônica”(rindo), - em ascendente desmatamento, – segundo os ministros “doutores” do mito - contamos diariamente os defuntos em meio a uma pandemia sem precedentes e eles continuam justificando retoricamente as mortes para salvar a vã e teimosa justificativa de terem eleito um néscio para comandar um país.

Eu até compreendo que quiseram se vingar da “traição do PT”, mas escolheram a pior forma, pois se agarraram ao primeiro medíocre que lhes apareceu pela frente. E agora, o que fazer, doutor? Bom, agora é chamar o herói He-Man e esperar ele conjurar “pelos poderes de Grayskull” e gritar que ele tem a força para chegarmos vivos e sãos até o ano de 2022 com democracia! Até lá a vez é dos medíocres!

  

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