O secretário municipal de Saúde, Thomás Nonô, e o prefeito Rui Palmeira ressaltaram, durante coletiva online nesta terça-feira (26), as ações promovidas pelo município no combate ao coronavírus para tentar diminuir a disseminação do vírus e a conscientização a população para o cumprimento das medidas de isolamento social.

Nonô afirmou, mesmo com as orientações para que as pessoas continuem em suas casas, é fundamental que elas procurem uma unidade de saúde se iniciar apresentar algum tipo de sintoma da doença.

“Precisamos atentar para os momentos iniciais da doença. Vamos trabalhar na fase inicial da doença, para que em uma semana depois não se tenha complicação e seja mais uma pessoa que venha precisar de um leito de UTI”, colocou o secretário.

O prefeito Rui Palmeira disse que mesmo com a ampliação das unidades para atender pacientes com sintomas gripais, o descumprimento das medidas de isolamento social vem provocando o alto número de casos na cidade e isso tem sido visto nos bairros periféricos, onde existe um maior desrespeito às medidas.

Rui lembrou ainda que já foram editados 11 decretos desde o início do combate ao Covid-19 na capital e não avalia fazer maior endurecimento nas medidas, sem que haja uma colaboração da população.

 “As pessoas precisam ter consciência que a situação é grave. É uma questão muito pessoal de decidir não levar a doença para casa. Muitas pessoa que estão chegando na unidades sentinelas chegam em situação bem grave e já precisam de uma internação”, acrescentou o prefeito.

E esse fato serviu como alerta feito pelo prefeito sobre a capacidade de fiscalização das medidas, já que agentes públicos, Guardas Municipais e Policiais Militares, estão também sendo contaminados pela doença e precisam ser afastados do trabalho. Diante disto, Nonô afirmou que o trabalho feito, e empenhado agora, é de convencimento.

“Vamos colocar o bom e velho carro de som nas ruas. Vamos fazer todas as ações possíveis para que a população se convença que é a situação é grave, mesmo com todo esse investimento e ações que estão sendo feitas. Não existe uma maneira de diminuir isso sem a ajuda da população”, colocou o secretário.