O sequestro do empresário alagoano continua sendo investigado pelo delegado José Carlos, responsável pela Seção Antissequestro e Crimes Cibernéticos com o objetivo para saber se o negócio mantido pela vítima tem relação com as conhecidas pirâmides financeiras.
Os acusados do crime foram presos e confessaram que o motivo para o sequestro era a cobrança de dinheiro que havia dado ao empresário, no valor de 150 mil reais, para que ele investisse no mercado financeiro.
Em depoimento, o sogro e o genro, que são do Rio de Janeiro, contaram que ao perceber que o negócio não estava indo bem, e com receio de perder a quantia, resolveram vir cobrar do empresário o dinheiro.
Os acusados, um guarda municipal e um subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio Janeiro, estavam em Alagoas há mais de 15 dias monitorando a vítima. O empresário contou à polícia que devolveu o dinheiro investido pelos acusados.
“Se eventualmente houvesse uma dívida entre a vítima e os investigados o modo de cobrança foi totalmente errado, pois ao invés de procurar os caminhos legais, quiseram resolver com as próprias mãos. Com isso praticaram crime de extorsão mediante sequestro, cárcere privado entre outros, e, possivelmente, o caso ainda poderia evoluir pra homicídio pois haviam alguns itens no material apreendido com eles no motel, para onde levaram a vítima, que deixam esta possibilidade em aberta”, disse o delegado José Carlos.
