Candidata à prefeitura de Maceió pelo partido Unidade Popular (UP), Lenilda Luna destaca que a criação da nova sigla foi uma conquistada sem nenhuma participação de poder econômico, apenas com o diálogo político com o povo, obtendo mais 1,2 milhões de assinatura.
Para ela, a qualidade dos partidos existentes no país tem sido o grande problema. Confira.
01 - Por qual motivo surgiu a ideia de criar o partido Unidade Popular (UP) e qual o principal viés?
A UP iniciou o processo de fundação em 16 de junho de 2016 e obteve o registro em 10 de dezembro de 2019. A principal proposta do partido é organizar o povo pobre e periférico nas lutas por moradia, garantia de renda, saúde pública, educação. Ou seja lutar ser o partido que organiza a luta dos cerca de 50 milhões de brasileiros que estão na linha de pobreza. Lutamos por distribuição de renda e justiça social
02 - Muito se fala na quantidade de partidos que existem no país, você acredita que reduzir o número de partidos seja a melhor alternativa?
Não acredito que o problema esteja na quantidade de partidos, mas na qualidade. Boa parte desses partidos é apenas satélite de partidos maiores para referendar a política de interesse de uma elite empresarial e rentista. O que precisamos reduzir mesmo é o oportunismo político e a corrupção. Além disso, nosso país é continental e tem agora 33 partidos, a França, que é um país bem menor tem 34. E o mais importante, a criação da UP foi referendada por 1,2 milhão de assinaturas, conquistadas sem nenhuma participação de poder econômico, apenas com o diálogo político com o povo.
03 - A unidade popular concorda com o fundo partidário eleitoral e como ele é fatiado?
O fundo partidário como é dividido atualmente fortalece os partidos que já contam com as estruturas dos mandatos legislativos. Temos consciência que a Unidade Popular não terá acesso nem ao Fundo Partidários nem ao Eleitoral, mas contamos com uma militância organizada que vai para a rua levantar nossas bandeiras e garantir a organização popular. Teoricamente, os fundos seriam importantes para que o financiamento político não fosse feito a partir de interesses empresariais. Na prática sabemos que os financiamentos públicos não evitam a promiscuidade política
04 - Como surgiu a possibilidade de uma candidatura independente? Existe a possibilidade de alianças partidárias com outros partidos? Que partidos seriam estes?
Nossa militância se desdobrou para construir dia a dia a Unidade Popular. Merecemos portanto fortalecer essa sigla, feita de muitos sonhos e dedicação, no meio do povo. Sendo
assim, já decidimos que apresentaremos candidatura própria à prefeitura de Maceió, mas estamos abertos ao debate com os partidos do campo da esquerda
05 - Enquanto cidadã, qual a avaliação que você faz da gestão de Rui Palmeira?
Rui Palmeira se apresentou com um político jovem, renovando a política, mas a verdade é que representa a continuidade das mesmas famílias que se revezam no poder político há anos. As mesmas elites que defendem seus interesses acima das necessidades do povo
06 - Como você avalia os acordos políticos que estão se construindo na conjuntura da cidade de Maceió para as eleições de 2020 e como avalia os nomes já postos no tabuleiro eleitoral?
É o mesmo tabuleiro conhecido por todos os alagoanos, mesmos nomes e sobrenomes. As alianças se alteram na forma, mas mantém o mesmo conteúdo elitistas. É preciso que os partidos de esquerda que organizam o povo apresentem uma proposta alternativa e independente. Esse ano, há uma novidade: a Unidade Popular!
07 - Qual a sua principal ideia/proposta, caso você seja candidato?
Sou pré-candidata à prefeitura de Maceió, moro no Benedito Bentes, conheço bem os bairros periféricos da nossa cidade. Durante décadas caminhei como repórter registrando os graves problemas que continuam ano após ano. Os companheiros do partido são representantes do povo. Sendo assim, é para o povo pobre de Maceió que iremos governar, buscando recursos e priorizando as políticas públicas nas áreas de habitação, saúde, educação, saneamento e geração de renda.
*Sob supervisão da editoria
