Há um ano saiu o primeiro relatório do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontando a Braskem como a responsável pelo afundamento do solo no bairro do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Desde então, o situação dos moradores ganhou diversas etapas e o problema foi cada dia de estendendo, mas o dia 08 de maio representou para aqueles moradores o início de uma nova etapa, mas não solução do problema.

Atualmente, os moradores fazem suas mudanças de forma definitiva da região afetada com o avanço da movimentação do solo, tornando o local uma área inabitável.  Para o representante do movimento 'SOS Pinheiro', Geraldo Vasconselos, os moradores convivem durante este período de um ano com sérios reflexos de uma lentidão e injustiça.

"Todos nós esperávamos que pudesse existir um apoio maior da Defesa Civil Nacional, um contato maior, para reverter o quadro de incapacidade de resposta da Defesa Civil Municipal, isso não se deu. Quando fizemos pressão para que houvesse a calamidade pública era na intenção que a Defesa Civil Nacional assumisse a situação".

"O termo de acordo foi totalmente punitivo para o motivador, ele tá compelido a fazer o acordo com a Braskem, pois se ele não faz esse acordo com a empresa, o estado tira ele da sua casa, então só há uma única alternativa, aceitar os caprichos da empresa que causou todo esse estrago".

Não fomos ouvidos por nenhum órgão na construção desse acordo, pode aparentemente ter beneficiado algum morador, morador esse que pela carga emocional já está entregando os pontos, pois não encontra apoio em nenhum órgão de controle.

“Os moradores buscam apoio, mas não há em quem buscar. Há duas alternativas: ou você faz o acordo ou você faz. A vítima é pressionada a ser mais vítima ainda. Trata-se de negociações  desiguais”, colocou Vasconcelos cobrando do Ministério Público Estadual e Federal e Defensoria Pública mais igualdade.

Por meio de nota, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que continua presente em Maceió como membro do Plano de Ação Integrada (PAI), que foi instituído pela Defesa Civil Nacional, com a participação de diversos órgãos, para acompanhar o monitoramento do fenômeno nos bairros afetados.

“As atividades envolvem o apoio técnico à Defesa Civil de Maceió, entretanto, devido ao distanciamento social, esse trabalho vem sendo realizado remotamente por meio de videoconferências com a participação de técnicos da CPRM de vários estados.  Todos os dados e informações, inclusive de interferometria e DGPs, que estão sendo analisados sobre a subsidência que afeta os bairros, estão sendo encaminhados aos órgãos para a tomada de decisão dentro de suas respectivas esferas de atuação”.