A divergência política e o clima de polarização que atinge o país desde a última eleição fez com que algumas famílias optassem por passar o natal distante daquela união que antes acontecia em festas significativas como o natal e o ano novo.
O estudante universitário Sávio Filho, que irá passar as festas de natal distante da família paterna, conversou com o Cada Minuto, e explicou que desde o fim das eleições para presidente que sua família nunca mais foi a mesma. “Assim como em todo o país o clima na minha família ficou muito tenso e dividido, chegaram a ocorrer algumas discussões e depois disso tudo mudou”.
Sávio explicou que além dele, dois tios também não devem se reunir para comemorar a festa de natal junto com a outra parte da família. “Antes existia divergência política, mas não era tão grave quanto é hoje, a intolerância tem sido muito intensa”.
Há divergência, mas não falta união

Ao contrário da família de Sávio, a família Alves que ficou em “pé de guerra” durante o período eleitoral, não vai deixar de se reunir no Natal, mas a regra para que tudo possa ocorrer bem é clara. “É proibido falar sobre política durante a ceia natalina”, desatacou Geane, que é representante da família.
Geane Alves contou a reportagem que durante as eleições sua família ficou dividida e que o clima ficou tenso. “Minha família esteve dividida, todos os lados estavam muito polarizados e tudo isso culminou na minha saída do grupo do WhatsApp, pois teve algumas discussões, mas questões que posteriormente acabaram sendo esclarecidas”, explicou.
A representante da família espera que o natal seja o melhor possível e pontuou que o fato mais importante é não falar sobre política e nem sobre o presidente da república. “Vamos passar o natal juntos na casa da minha tia e esperamos que ninguém fale de política, pois vai ser complicado, mas o amor do natal deve sempre prevalecer”.
*Estagiário sob a supervisão da editoria

