A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (13) um convite à ex-deputada Manuela D'Ávila para dar explicações sobre contato com o suposto  hacker, que confessou ter sido responsável pela invasão em celulares de autoridades.

Em depoimento à Polícia Federal, Walter Delgatti Neto disse que Manuela  foi a intermediária que o colocou em contato com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil . Desde junho, o Intercept e outros veículos publicam reportagens sobre mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e outras autoridades, entre elas o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro.

O convite não teve resistência para ser aprovado e contou com apoio da oposição, que não vê problema no depoimento de Manuela.

Logo após o depoimento de Delgatti , em julho, Manuela se prontificou a ajudar nas investigações sobre as eventuais invasões em seu perfil do Telegram. Em férias no exterior, Manuela divulgou nota confirmando ter repassado o contato do jornalista e ter autorizado seus advogados a “entregarem cópias das mensagens” a investigadores da PF .

"Me coloco à inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos em apuração. Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias  das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal, bem como a formalmente informarem, a quem de direito, que estou à disposição para prestar quaisquer  esclarecimentos sobre o ocorrido e para apresentar meu aparelho celular à exame pericial", disse Manuela .