Somente a partir de 2019 que o sistema da Seção de Combate aos Crimes Cibernéticos da Deic começou a contabilizar os crimes praticados pela internet e foram denunciados. Somente nestes sete meses, foram registrados 450 crimes.
Segundo o delegado o Thiago Prado, alguns desses casos são chamados de crimes cibernéticos próprios, pois somente podem ser praticados pela internet e existem aqueles chamados impróprios que já existiam no Código Penal.
"Por exemplo, crime contra a honra ou estelionato que passaram a ser praticados pela internet. Sem dúvidas, as fraudes, como estelionato são os mais praticados pelo site de internet. As pessoas por vezes acabam sendo enganadas e recebem um comprovante falso de pagamento, ou compram em sites falsos e são enganados já que há uma semelhança do site falso para o verdadeiro. Quem não sabe reconhecer acaba sendo lesado e oferecendo os dados bancários aos golpistas", disse o delegado.
Conforme dados apurados pela Polícia Civil, hoje a internet está sendo responsável por 90% das fraudes que têm ocorrido no ambiente bancário nacional.
Vazamento de fotos íntimas
Nesse mesmo período, 30 casos foram denunciados na Deic sobre o vazamento de fotos íntimas. Todos estão sendo investigados e os sujeitos foram responsabilizados. “Divulgar foto íntima na internet é crime que está previsto no Código Penal e prevê pena em superior de 5 anos. É possível identificar a autoria desses criminosos. Tudo que se faz no ambiente virtual deixa rastros”, acrescentou o delegado.
“Em primeiro lugar, não enviar nudes mostrando características pessoais e em segundo lugar, tenha cuidado ao enviar porque se vaza na internet fica difícil de impedir a viralização da imagem e aí só resta ir até a Delegacia e registrar um Boletim de Ocorrência para que a gente possa investigar e responsabilizar”, acrescentou Thiago Prado.
