Em um rápido pronunciamento na sessão desta quinta-feira (01), na Assembleia Legislativa, a deputada Ângela Garrote (PP) anunciou que disse ao secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, que se o nome dela fosse citado nas investigações envolvendo as ameaças ao prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cezar, seu adversário político, abriria mão da imunidade parlamentar.

A deputada contou que estava em São Paulo quando fez a ligação, depois de ver o caso na imprensa alagoana. “Pedi a ele que, doa a quem doer, coloque a polícia de Alagoas para descobrir na verdade quem está ameaçando o prefeito de Palmeira dos Índios... Porque eu estou adversária do prefeito politicamente falando, mas uma coisa dessa não pode acontecer e nós sabemos que no Estado de Alagoas muito se comenta, e o meu nome já é doce quando se fala de imprensa, só está faltando botar o melaço e o queijo coalho”.

A parlamentar continuou o pronunciamento reforçando: “Quero comunicar a todos que eu abri mão da minha imunidade parlamentar se tiver qualquer coisa em nome de Ângela Garrote... Meu filho se pronunciou, eu pedi que não se pronunciasse e deixasse primeiro a polícia descobrir na verdade o que acontece no Estado de Alagoas, porque tenho certeza de uma coisa, o prefeito não é criança, ele sabe o que já fez e o que faz, mas eu tenho certeza que, se depender de qualquer adversário político do prefeito de Palmeira, ele vai viver até os 105 anos e, se depender de Ângela Garrote, ele passa para 111 anos”, afirmou, se referindo a si mesma na terceira pessoa.

Os deputados Inácio Loiola (PDT) e Galba Novaes (MDB), que presidiu a sessão, se solidarizaram com o discurso.

“Conheço a deputada de perto e sei que jamais ela faria isso, principalmente às vésperas de uma eleição onde se sabe que a deputada é candidata à prefeita de Palmeira... Acredito na polícia e estou crente na sua inocência. Tem muita gente interessada em manchar sua imagem”, disse Inácio, se dirigindo a colega, que deve enfrentar Júlio Cezar, possivelmente candidato à reeleição, no pleito eleitoral do próximo ano.

Conforme reportagem publicada na edição mais recente do Jornal Gazeta de Alagoas, Júlio Cezar redobrou a segurança após sofrer ameaças e descobrir um plano para assassiná-lo. O caso já está sendo investigado pela Polícia Civil, com o acompanhamento do Ministério Público Estadual (MP/AL).