O delegado Ailton Soares que está investigando o acidente com o catamarã que deixou duas turistas mortas nesse sábado (27), em Maragogi, disse ao Cada Minuto que o caso requer prudência e que ele não vai “entortar a lei para fazer o pedido de prisão”. Segundo ele, não há elementos e nem fundamentos para pedir a prisão dos envolvidos.

Na manhã deste domingo (28) a assessoria de comunicação do Ministério Público disse que a promotora de justiça Francisca Paula orientou o delegado a pedir a prisão dos responsáveis pelo acidente. Ainda segundo o MP, caso a autoridade policial não faça o pedido em um curto espaço de tempo, a promotora vai requerer essas prisões ao Poder Judiciário.

No entanto, o delegado afirmou na manhã de hoje que vai fazer o pedido dentro da normalidade e que não há elementos e nem fundamentos para pedir a prisão dos envolvidos.

“Vamos fazer tudo dentro da legalidade. Não houve flagrante e ainda estou apurando o caso que vai envolver outros órgãos, por exemplo, a Marinha. Ainda vou precisar de um laudo também”, ressaltou o delegado.

Ailton disse que ouviu de sete a oito pessoas que estavam no catamarã e que todos eram turistas do Ceará. “Se for necessário ouvir mais testemunhas vou precisar enviar uma carta precatória para eles, mas preciso agir com prudência”.

O delegado disse ao Cada Minuto que ainda não ouviu ninguém da empresa e que acredita que os envolvidos vão se apresentar ainda essa semana de maneira espontânea. “A única pessoa que me procurou foi Marcos Madeira para explicar que a embarcação não pertencia a ele”.

Ailton enfatizou que ainda é preciso investigar se a embarcação estava apta, se houve negligência por parte do responsável e se o piloto tinha habilitação. “Pelo que entendi conversando com as pessoas que estavam na embarcação foi homicídio culposo, mas preciso escutar cada um deles e investigar tudo. Não posso sair pedindo a prisão… prisão de quem? É um caso que requer apuração”, finalizou.