A greve dos jornalistas chega ao sexto dia neste domingo (30). Desde terça-feira (25) que a categoria cruzou os braços contra a redução salarial de 40% que foi apresentada pelas três maiores empresas de comunicação de Alagoas. Com mais de 90% de adesão, os jornalistas e estagiários paralisaram suas atividades e alguns deles, abandonaram seus cargos de chefia para participar da greve.
Na terça-feira, os jornalistas se dividiram - ainda de madrugada - na porta das três empresas: Organização Arnon de Melo; Pajuçara e Tv Ponta Verde (Sistema Opinião). Durante todo o dia, a categoria utilizou cartazes e as redes sociais para chamar a atenção da sociedade para o que estava acontecendo. No mesmo dia, o programa Pajuçara Noite não foi ao ar e os programas Bom Dia Alagoas e AL TV reprisou matérias.
Além do apoio das autoridades, os jornalistas também tiveram apoio cultural. Diversas bandas e cantores alagoanos estiveram nos pontos de greve e realizaram pockets shows.
Na sexta-feira, os jornalistas alagoanos decidiram manter a paralisação após uma assembleia realizada na noite da quinta-feira (27), no auditório do Colégio Marista, no bairro do Farol. Os profissionais rejeitaram a proposta que foi resultado da mediação feita Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL), entre a categoria e empresas de comunicação.
Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas (Sindjornal), Izaías Barbosa, a proposta não apresenta nenhuma vantagem aos jornalistas, pelo contrário, volta ao mesmo ponto que provocou a greve: a redução salarial.
No sábado, os jornalistas realizaram um dia de ‘greve em família’ na porta da Tv Gazeta. Para este domingo, a categoria está realizando um ‘tuitaço’ utilizando a hashtag #6diassemelas fazendo referência à falta de notícias.
