Geraldo de Majella
Geraldo de Majella

A guerra de guerrilha de Glenn Gleenwald

Redação|

E agora, o que fazer? Diante das revelações que o site The Intercept Brasil vem publicando e o mundo lê estarrecido, o ex-juiz e ministro Sérgio Moro e o coordenador da Lava-Jato de Curitiba, Deltan Dallagnol, estão a dever explicações ao Brasil.

         Vestir a camisa rubro-negra do Flamengo não atenua o problema, nem ser amparado por Bolsonaro é uma companhia que lhe conforte.

         Moro, Dallagnol e os demais procuradores, agora, tomam conhecimento de que há uma opinião pública nacional e outra internacional.

         O controle dos meios de informação é relativo no Brasil, quando se vive a era da internet. Foi um site de notícias, ou melhor, investigativo, quem acertou o petardo frontal na Lava-Jato. Até o momento mutilou a operação e seus membros, e o pior, anuncia The Intercept, está por vir.

         A “guerra de guerrilha” iniciada por Glenn Greenwald tem colocado a grande mídia, o Ministério Público e parcela do Supremo Tribunal Federal na defensiva.

         O teatro onde se desenrola a “guerra de guerrilha” está sob o domínio absoluto de The Intercept. A infantaria ataca sem medo, com tanques e minas terrestres que estão explodindo no colo das celebridades instantâneas do Judiciário e do Ministério Público Federal.

         O jornalismo sério mudará o rumo da história do Brasil. Assim como a manipulação dos fatos, a violação da ordem constitucional e os pré-julgamentos online guindaram essas celebridades, ora em estado de putrefação moral, a chegar ao topo do ranking dos programas de reality show no Brasil e nos EUA.

Em tempo de celebridades instantâneas, é alvissareiro dizer que a casa caiu.

SOBRE O AUTOR

Geraldo de Majella Fidelis de Moura Marques historiador, alagoano de Anadia, formado no Centro de Estudos Superiores de Maceió – Cesmac. Exerceu alguns cargos na administração pública como o de Coordenador de Direitos Humanos da Prefeitura de Maceió, Ouvidor-Geral do Estado de Alagoas, Secretário Executivo de Ciência, Tecnologia e Educação Superior de Alagoas, diretor-presidente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas – Iteral entre outros. Autor dos livros Caderno da Militância – histórias vividas nos bastidores da política; Execuções Sumárias e Grupos de Extermínio em Alagoas (1975-1998); Rubens Colaço: Paixão e vida – A trajetória de um líder sindical; Mozart Damasceno, o bom burguês; O PCB em Alagoas: Documentos (1982-1990) e Um Jornalista em Defesa da Liberdade (2014).

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