Após impasse dos parlementares, o Senado suspendeu na noite desta sexta-feira (1º) a sessão que definiria o novo presidente da Casa. A suspensão foi proposta pelo senador Cid Gomes (PDT-CE) para tentar pôr fim à divergência em torno de quem deveria conduzir a reunião. A nova sessão foi marcada para a manhã deste sábado (2).
A eleição para o comando da Casa foi marcada por tumulto. Os parlamentares se dividiram sobre a votação ser aberta ou fechada e divergiram também sobre o fato de Davi Alcolumbre (DEM-AP), candidato ao cargo, presidir a sessão.
Com quórum completo, todos os 81 parlamentares estavam no plenário, houve bate-boca e alguns quase se agrediram fisicamente.
Renan questionou no microfone se Alcolumbre era candidato, mas o senador do Amapá não quis confirmar a candidatura. No Senado, qualquer parlamentar pode se apresentar como candidato à presidência da Casa até iniciar o processo de votação.
A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), aliada do alagoano, subiu à Mesa Diretora, arrancou das mãos de Alcolumbre a pasta com os encaminhamentos da sessão e afirmou aos gritos que o senador do Amapá não iria presidir a sessão na condição de candidato.
O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) afirmou no plenário que Renan teria ameaçado Tasso Jereissati. O emedebista, entretanto, afirmou que Vieira estava mentindo.
Em uma votação, os senadores decidiram, por 50 votos a 2, realizar uma votação aberta e nominal, na qual é divulgado o voto de cada parlamentar na eleição. Vinte e oito senadores não votaram. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Maria do Carmo Alves (DEM-SE) foram os únicos que votaram contra
*Com G1
