Em turnê pelo Brasil, o cantor Silva não deixou de colocar Maceió na sua lista de cidades escolhidas para divulgar seu novo álbum: Brasileiro. O cantor de apenas 30 anos tem uma trajetória marcante e seu nome rapidamente se expandiu entre os amantes da música brasileira.
Ao todo, Silva lançou cinco álbuns [sendo um deles cantando músicas de Marisa Monte]. Recentemente, gravou a música “Fica tudo bem” com a cantora Anitta.

Silva retorna a Maceió neste sábado (01) para um show no Teatro Deodoro. Segundo ele, o novo álbum é uma maneira de enfrentar com serenidade o que o país está enfrentando.
Em entrevista ao Cada Minuto, Silva prometeu “fazer o melhor” e afirmou que está ansioso para o show na capital. A entrevista completa você confere abaixo.
1) Em quem ou no quê você se inspirou para fazer o Brasileiro?
Me inspirei em muitas coisas, mas o disco é principalmente uma reflexão sobre a imagem que temos de nós mesmos. Me inspirei nos meus músicos brasileiros prediletos, aqueles que cresci ouvindo. E mesmo nesse momento tão difícil que o país está, eu quis fazer o esforço de enfrentar isso com serenidade. Acho que a gente pensa com mais clareza desse jeito.
2) Você gravou músicas da Marisa Monte e gravou até com Anitta. Você tem vontade de gravar com outros cantores? Quem são? E por qual motivo você os escolheria?
Tenho vontade de gravar com muita gente, cantores e músicos também, aqueles que não cantam então por isso pouco se diz sobre eles. Geralmente escolho alguém porque admiro e consigo nos imaginar cantando ou tocando juntos. Não faço isso pensando em número e algoritmo, mas na música mesmo. Depois se alguém quiser pensar nessas coisas por mim, vai ajudar e vou achar ótimo, mas sei que minha cabeça não é boa para pensar em mercado e entendi isso numa boa. Marisa e Anitta são artistas que sabem a que vieram e respeito muito as duas. Elas trabalharam comigo topando o que eu tinha em mãos e gostando da música. Gosto desses motivos.
3) Na sua música "Nada mais será como era antes", o que você queria falar com ela?
Essa música é uma das partes mais importantes da mensagem do disco. Logo que fiz já entendi que ela tinha que ser a primeira do disco. Ela faz uma brincadeira com a “Canção do Exílio” e reflete sobre ser brasileiro hoje.
4) Por que você escolheu a Marisa Monte para interpretar, e não outra cantora brasileira?
Escolhi porque gosto muito. Sabe quando você gosta muito de alguém e não precisa explicar porquê? Por isso merecia um disco e fiz com carinho, como se fosse fazer um disco autoral. Isso me aproximou de Marisa e foi a maior honra poder me tornar amigo de alguém que sou fã desde que me entendo por gente.
5) Qual sua maior inspiração e por que você começou a compor e cantar?
Sou filho de uma flautista e o foco dela sempre foi educação musical. Vim de uma casa que todo mundo toca algum instrumento, mas poucos profissionalmente. Também pra mim a música nunca teve essa conotação de profissão. Comecei no violino com 5 anos de idade e nunca mais parei de querer aprender outros instrumentos. Agora que tenho 30 já não tenho vontade de aprender outros instrumentos, mas de tocar melhor o que já sei tocar. Composição eu comecei a gostar na adolescência e cantar, isso eu sempre gostei, mas fazer publicamente foi algo que eu fui criando coragem aos poucos.
6) Você passou um período considerável sem gravar um álbum autoral. Brasileiro veio com uma pegada diferente de Júpiter, a que você credita essa mudança?
A mudança deve ter vindo com um pouco de maturidade também. Sou dedicado na terapia e acho que entender nossa própria cabeça é a coisa mais importante para alguém que queira evoluir nesse mundo de tanta informação aleatória. Eu enjoei um pouco de coisas eletrônicas, não que eu não goste mais, porém ouvi muito e já acho tudo muito igual. Passei os últimos dois anos ouvindo muito jazz, reggae e coisas brasileiras mais antigas. A mudança veio disso tudo junto.
7) O que os fãs de Maceió podem esperar desse novo show?
Sempre faço o melhor que posso a cada show dessa turnê, mas tocar aí pra cima é muito melhor. Sei que as pessoas em Maceió são calorosas e receptivas e eu adoro quando sou tratado assim. As pessoas te tratam bem e aí você toca melhor e a voz fica até mais afinada (risos).
8) Qual a diferença entre o Silva que fez parceria com a Clarice Falcão e o Silva de hoje?
É o mesmo, mas muito mais seguro do que está fazendo. Nessa época eu era muito novo, tinha 24 anos. Prefiro ser o que sou agora. Mas sempre fiz tudo com muito carinho.
9) O que você gostaria de dizer aos seus fãs de Maceió e leitores do Cada Minuto?
Só que estou ansioso para o show e curioso para saber como os alagoanos vão cantar o Brasileiro comigo.
SERVIÇO
SILVA – BRASILEIRO
Teatro Deodoro
1º de setembro
21h
Ingressos:
Plateia, frisas e camarote: R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia-entrada)
Mezanino: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia-entrada)
Vendas:
Aimê Acessórios: Rua Eng. Mário de Gusmão, 507 – Ponta Verde
Livraria Leitura (Maceió Shopping e Parque Shopping)
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