Nos últimos dias uma especulação circulou forte, daquelas com capacidade de causar reviravolta no quadro eleitoral. O que se comentava era a intenção de Maurício Quintella e Marx Beltrão de ocupar o cargo de vice-governador de Renan Filho.
Como a eleição para governador está, neste momento, definida, talvez nunca na história política de Alagoas um cargo de vice foi tão desejado e importante. Portanto, o desejo dos dois ex-ministros de Temer teria imenso sentido.
Porém, o que aliados do governo revelam é que essa possibilidade sequer foi cogitada. O cargo de vice será a última cartada de Renan Filho. Além da possibilidade de ser preenchido pelo ex-secretário do Gabinete Civil Fábio Farias, ou pelo vice-governador e ex-secretário de Educação Luciano Barbosa, um terceiro nome entrou na corrida, está sendo discutido, mas sob imenso segredo restrito a duas ou três pessoas, por enquanto.
Sobre Maurício Quintella, o grupo de Renan Filho aposta que ele disputa uma das duas vagas com o senador Benedito de Lira. O levantamento indica que, neste momento, Quintella tem o apoio em 40 municípios, Renan Calheiros em 96 e pedindo o segundo voto para o aliado, enquanto de Lira tem 40 e Beltrão 20.
Outra vantagem importante para o ex-ministro dos Transportes é uma coligação que terá excelente tempo de TV, além de um palanque, coisa que Marx, Biu de Lira e Rodrigo Cunha não terão. O primeiro é candidato de si mesmo, e se continuar candidato vai correr sozinho.
Cunha já disse que não vai pedir voto para Biu, portanto, não vão se coligar, não vão se ajudar pedindo o segundo voto e não terão um palanque forte. Pra piorar ainda mais não terão um candidato a governador que some.
E como disse uma raposa do ramo político: "Palanque é como um pedido de carona. Sem ele você chega ao destino a pé, horas ou dias depois”.
As pesquisas feitas pela base aliada de Renan Filho, para consumo interno, também mostram que Maurício Quintella tem a menor rejeição entre os pré-candidatos ao Senado. Os Calheiros têm investido no crescimento de Quintella, efetivamente.
De qualquer forma, a situação é confortável lá pros lados do Palácio. Afinal de contas, o cargo de vice é uma cartada de mestre. É a ambição de muitos, mas que não está posto na mesa, por enquanto, como espaço de entendimento e moeda de negociação. Muito embora seja o lance que todo mundo sabe que será feito e que pode ser o gol do título.
O problema é que os adversários não têm, neste momento, os atletas capazes de reverter o ataque veloz que ronda a grande área nos minutos finais da partida e se aproxima de ficar de frente ‘pra linha fatal do gol’, cara a cara, atacante e goleiro.
Mas, como todos sabem política não é futebol, política é como as nuvens, mudam de formato de acordo com a direção do vento. Uma hora tão de um jeito, depois de outro, de outro, de outro...
