O Senado aprovou, nesta terça-feira (11), o texto-base da Reforma Trabalhista. Com três senadores representando a bancada alagoana, dois deles, Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor (PTC) votaram contra a proposta da reforma. Entretanto, Benedito de Lira (PP) votou a favor. Ao todo, foram 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção.

Em seu discurso, Renan Calheiros disse que muitas vezes a virtude está na minoria. Além disto, Calheiros destacou que o Senado Federal durante muito tempo foi conhecido como a “Casa que faz o que o povo quer”, mas se submeteu a fazer o desmonte do Estado Social do dia para noite.

“Essa reforma trabalhista representa um pouco do sadismo que vivemos na sociedade brasileira. Essa reforma sufoca e penaliza os trabalhadores, sobretudo, os trabalhadores mais desvalidos”, comentou.

Calheiros também ressaltou que o Governo está no fim. “Este Governo parece morto, sangrando, sendo fatiado pelo açougueiro e o Senado não pode fazer de conta que não tá percebendo”.

Fernando Collor, que também votou contra o projeto, disse que a reforma terá somente um efeito: a volta do clima de intranquilidade da classe trabalhadora. “Uma intranquilidade que se voltará paulatinamente contra o próprio Estado brasileiro. É esta cena que precisa ser enxergada, é este cenário que precisa ser descrito e o futuro inovador que precisa se antever”.

Voto a favor

O único da bancada alagoana que votou a favor da reforma, o senador Benedito de Lira disse, em seu discurso, que é uma incoerência e inconsequência dizer que a lei ordinária revoga Constituição.

Reforma Trabalhista

Enviado pelo governo no ano passado, o projeto muda trechos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e prevê pontos que podem ser negociados entre empregadores e empregados.

A negociação prevalecerá sobre a lei em pontos como flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo de almoço, plano de cargos e salários e bancos de horas, parcelamento das férias.

Visto que foi aprovada pelo Senado, agora segue para a sanção do presidente Michel Temer.