O anúncio de que a Procuradoria Geral do Estado deve recorrer contra o aumento de subsídio dos deputados estaduais – passou de R$ 20 mil para R$ 25 mil – lembra aquele jogo típico da política: Ou é ameaça do Executivo para um entendimento em outras questões, ou é jogo de cena, ou é tudo isso, o que saberemos nos próximos dias.
Mas dá para especular.
Vejamos:
Ora, a procuradoria é um órgão cujos gestores são escolhidos pelo governador. Portanto, no mínimo têm uma boa relação com o chefe do Executivo e não vão acirrar o clima político sem uma conversa, discussão e análise. Ou seja, não vai entrar na briga sem um sinal verde, seja qual for o jogo e a jogada.
Por outro lado, com a crescente pressão dos servidores por reajuste, uma posição pública – especulação e possibilidade de recorrer contra o aumento – do governo contra o Legislativo tem um significado de responsabilidade administrativa perante qualquer categoria.
Outra situação é a disputa pelo controle dos cargos nas Comissões da Assembleia Legislativa. Marcelo Victor e o grupo que derrotou a Mesa anterior, contra os interesses do governo Renan, não se uniram apenas para controlar a administração financeira da Casa e os projetos que são colocados em votação no plenário. Isso é insuficiente.
É estratégico para esse grupo também ter controle sobre as Comissões. Caso consigam, definitivamente eles colocam os dois pés dentro do palácio do governo para conseguirem o que realmente precisam para 2018:
Estrutura.
Será esse o jogo jogado?
Leia reportagem do jornalista Marcos Rodrigues na gazetaweb.