O Comitê de Combate aos Efeitos da Seca em Alagoas e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), foram até a bancada federal do estado, na tarde desta quarta-feira (22), para solicitar ajuda, dos deputados federais, para captar recursos que melhorem a situação da seca que já atinge quase 100% do território alagoano.
Estudos apresentados pelo o presidente do Casal Wilde Clécio Falcão de Alencar, apontam que 40 cidades das regiões Agreste e Sertão estão em estado de calamidade e 37 municípios em situação de emergência, devido aos reservatórios vazios.
Segundo Wilde Clécio o governo federal não leva a questão da seca, que já atinge 100% do território alagoano, a sério. “O rio São Francisco tem água suficiente para consumo humano, mas o governo federal vê tudo isso de modo simplista, onde se há água então não há crise hídrica", afirmou o presidente.
Na ocasião foram apresentadas algumas prováveis soluções para o problema: Captações do rio São Francisco; novas captações do Canal do Sertão; melhorias e obras pontuais; Operação Carro Pipa, Reforço no Fluxo dos Convênios, já em execução, e a criação do Programa Estadual de Combate à Seca.
Dentro das propostas apresentadas está à disponibilização de 400 caminhões pipa, durante o período de seis meses, para 77 municípios que estão em estado de emergência, além de melhorias na captação de água municípios como Inhapi, Piaçabuçu, Mata Grande e Palmeira dos Índios, onde à barragem de Caranguejeira está completamente seca.
O investimento para melhoria na captação do rio São Francisco, segundo a Casal, é de altíssimo custo, devido a vazão do rio em tempos de maré baixa, e entre outros. Segundo estimativas, são necessários R$ 10 milhões para reativar os sistemas independentes, e por isso, é necessário o esforço da bancada. Já para as as cidades em situação de emergência o valor inicial é de R$ 157 milhões.
Apesar da necessidade da participação dos deputados, apenas os deputados Ronaldo Lessa e Rosinha da Adefal estiveram presentes na reunião. O Comitê e a Casal esperavam que mais deputados estivessem presentes, mas muitos deles não puderam comparecer devido a problemas pessoais ou conflito de agenda.
O deputado Ronaldo Lessa se comprometeu a ajudar e afirmou que vai brigar pelo dinheiro em Brasília
Poucas chuvas
Ainda de acordo com os estudos técnicos, o índice de chuva no Estado foi o pior dos últimos 64 anos e, e em 2017, segundo estudos meteorológicos apresentados na reunião, não deve melhorar.
A escassez de chuva comprometeu 65% das reservas de águas subterrâneas em toda Alagoas.
Outro fato preocupante é que o rio Mundaú e o rio Paraíba, responsável pelas enchentes registradas em 2010, estão completamente secos.
Há em Alagoas, 87 cidades em situação de seca extrema, inclusive cidades do Litoral como Maragogi, Japaratinga e algumas localidades de Maceió.
*Colaboradores



