A ex-presidente Dilma Rousseff declarou na noite desta sexta-feira (16), em entrevista a rede de televisão Al Jazeera, do Catar, que o presidente Michel Temer é um “traidor” e que houve um golpe de Estado no país para tirá-la da presidência.

Dilma falou que jamais esperou que Temer fosse um traidor, e que a traição não era pessoal, mas política. Disse ainda, que ele a traiu como presidente, traiu uma instituição e uma campanha. “Fomos eleitos com um programa. E neste programa não estava previsto congelar os gastos de Educação e Saúde por 20 anos. Não estava previsto que pessoas só poderão se aposentar com 49 anos de contribuição", acrescentou.

A ex-presidente disse que nos últimos meses o golpe fica cada vez mais claro. Ela também defendeu a realização de eleições diretas no país, que o pleito barraria o golpe e reconstituiria a democracia.

"O que me tirou do governo foi um golpe de Estado. O que se vê nestes seis meses é um processo de deterioração. Me  tiraram para cumprir os seguintes objetivos: impedir que as investigações de corrupção chegassem até a esses que hoje ocupam o poder, implantar no Brasil o resto do processo de liberalização econômica de políticas de privatização, de flexibilização do mercado de trabalho e, sobretudo, retirar completamente os pobres do orçamento do país”, finalizou.