O juiz eleitoral titular da 53ª Zona Eleitoral de Alagoas, Lucas Lopes Dória Ferreira, rejeitou a prestação de contas de campanha do prefeito eleito de Joaquim Gomes, Adriano Ferreira Barros (PSB), com base nos indícios de irregularidades encontradas. O juiz entendeu que há contradições entre as transferências diretas registradas pelos beneficiários e as prestações de contas.

Entre os indícios de irregularidade apontados estão à ausência de assinaturas nos recibos eleitorais do beneficiário; locação de veículo de fornecedor que não é o proprietário; aquisição de combustíveis incompatíveis com os utilizados nos veículos citados e recebimento de doação de campanha por doador desempregado e pessoas inscritas em programas sociais do governo e  contratação de serviços advocatícios pagos com recursos de campanha.

Outra irregularidade diz respeito ao vice-prefeito.  Foi escolhido inicialmente Benedito Pontes, o Bida (PSD), para ser o vice de Adriano Ferreira, porém, no decorrer da campanha foi Elias José da Silva quem assumiu e foi eleito.

Segundo o juiz há sinais de omissão parcial de receita, de gasto eleitoral ou ausência de despesas na prestação de contas de Adriano Ferreira.

O Ministério Público Eleitoral irá investigar o caso e, após a investigação, a justiça poderá pedir a suspensão da diplomação dos candidatos eleitos.