A Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco da Tríplice Divisa (FPI do São Francisco), através da equipe da Flora, encontrou quatro hectares do Rio São Francisco que havia sido aterrada por um empresário do ramo da piscicultura.

A área está localizada Luiz Xavier, em Olho D’água do Casado, no sertão alagoano. Na ocasião dois tratores foram pegos em flagrante trabalhando e aumentando ainda mais a área aterrada.

Para aterrar o local foram utilizadas terra e pedras, que foram retiradas dos paredões que margeiam o Velho Chico. A quantidade e o que exatamente foi colocado no local ainda serão avaliados pelos técnicos, mas eles acreditam que o estrago feito ao meio ambiente foi grave.

Os fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ficaram assustados com a quantidade de terra utilizada para o aterro e lamentaram a degradação que, segundo eles, interrompe o percurso do rio em 40 mil m².

A fazenda é utilizada para o cultivo de peixes e possui licença para realizar a atividade. Os técnicos da FPI acreditam que o proprietário desejava aumentar o cultivo, e por isso, criou uma área para praticar a atividade desrespeitando a legislação.

Segundo o Ibama, uma pessoa responsável pela fazenda disse que para fazer o aterramento não haveria necessidade de licença e que a obra servia apenas de estrada para os carros utilizados na prática da piscicultura. A afirmação foi repreendida pelos fiscais, que afirmam que a área agredida é muito grande e não poderia, sob nenhuma hipótese, ser explorada sem autorização dos órgãos ambientais.

O local foi interditado e os tratores foram enviados a um fiel depositário que ficará responsável por eles, não permitindo sua utilização. O proprietário da fazenda será notificado e caso não apresente nenhuma documentação que comprove a licença para fazer o aterramento, será multado.