Panfletos, carros de som com o jingle do candidato, pessoas com bandeiras e faixas nas avenidas e praças da cidade. Já não se faz mais campanha de rua como antigamente. Quem estava acostumado com esse perfil em eleições anteriores está sentindo a diferença este ano, pois já não é mais comum encontrar esse tipo de formato nas ruas. A nova reforma eleitoral obrigou os candidatos a se adequarem as novas regras.

Mesmo com essas mudanças e a diminuição das campanhas de rua, os candidatos a prefeito de Maceió não abriram mão do ‘corpo a corpo’ e afirmam que não é possível deixar de ir às ruas para conversar com os eleitores. Atualmente, as redes sociais têm sido o melhor e mais rentável investimento para alcance de público.

Segundo a assessoria de comunicação do candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PMBD), há uma diferença das campanhas atuais para as do passado, mas as restrições estão sendo compensadas com as militâncias pelas ruas e o contato corpo a corpo com a sociedade.

“Além disto, há restrições financeiras existentes, então estamos priorizando as caminhadas, adesivações, carros de som, guia eleitoral na TV e mídias sociais que têm um maior alcance e baixo custo”, disse a assessoria.

Conforme a assessoria de comunicação do prefeito Rui Palmeira (PSDB), as restrições eleitorais existem, mas isso não está atrapalhando a campanha para a reeleição. “Estamos indo às ruas e tendo contato com as pessoas, não há como deixar de lado esta interação, mas com a reforma eleitoral, procuramos uma maneira de alcançarmos público sem gastar tanto”.

“Investir nas mídias sociais é importante, mas não deixamos de priorizar as panfletagens durante as caminhadas, recebemos voluntários que nos ajudam com bandeiras e adesivos”, comentou a assessoria.

Já a assessoria do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), destacou que as redes sociais são uma característica do candidato. “Desde a campanha para deputado, ele investiu em novas mídias, alimentando-as com informações, fotos, vídeos e provocando engajamento”.

Para a assessoria, a eleição deste ano está diferente dos anos anteriores que as pessoas estavam acostumadas, mas JHC não abriu mão do contato pessoal e da campanha de rua. “Nós fazemos caminhada, investimentos em carro de som, panfletagem, mas o nosso grande diferencial é a arena 360º que permite que a população converse com o candidato para tirar dúvidas, esclarecer questões e opinar sobre algo”.

Reforma Eleitoral

A Lei nº 13.165/2015, conhecida como Reforma Eleitoral 2015, promoveu importantes alterações nas regras das eleições deste ano ao modificar as Leis n° 9.504/1997 (Lei das Eleições), nº 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos) e nº 4.737/1965 (Código Eleitoral).

Além de mudanças nos prazos para as convenções partidárias, filiação partidária e no tempo de campanha eleitoral, que foi reduzido, está proibido o financiamento eleitoral por pessoas jurídicas.

As novas regras reduziram o tempo da campanha eleitoral de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, com início em 26 de agosto, no primeiro turno.

Desta forma, a campanha terá dois blocos no rádio e dois na televisão com 10 minutos cada. Além dos blocos, os partidos terão direito a 70 minutos diários em inserções, que serão distribuídos entre os candidatos a prefeito (60%) e vereadores (40%). Em 2016, essas inserções somente poderão ser de 30 ou 60 segundos cada uma.

Do tempo de propaganda, 90% serão distribuídos proporcionalmente ao número de representantes que os partidos tenham na Câmara Federal. Os 10% restantes serão distribuídos igualitariamente.

 

*Estagiária