A paralisação dos servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), que ocorre paralelamente ao protesto de diversas categorias na frente da sede do Poder Legislativo, impediu que ocorresse sessão na tarde desta terça-feira, 23, no plenário.

O presidente da ALE, deputado Luiz Dantas (PMDB) e o vice-presidente, Ronaldo Medeiros (PMDB) se reuniram com representantes dos servidores da Casa e, na tentativa de suspender a paralisação, prometeram uma reunião para quinta-feira, 25, às 10h, mas a categoria não aceitou a proposta.

Zilneide Lages, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo (STPLAL), disse que irá ouvir a assessoria jurídica da entidade para saber se a paralisação pode prosseguir amanhã. A expectativa é que, na quinta-feira, depois do encontro com a Mesa, seja realizada uma assembleia onde a categoria pode deliberar até pela greve.

“Essa paralisação é em prol dos servidores da Casa e conta com o apoio de outras categorias, que estão protestando por razões diferentes das nossas, mas entendem que estamos em busca dos nossos direitos”, explicou a sindicalista.

O grupo cobra a implantação, nos salários, de 15% referentes às datas-bases acumuladas dos servidores efetivos da Casa.

Insalubridade

Com faixas e gritando palavras de ordem, servidores das áreas da saúde, segurança pública e educação também protestaram nesta tarde em frente ao legislativo, contra o Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, que regulamenta o pagamento de adicionais de insalubridade e periculosidade.

Josimar Melo, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), disse que a categoria quer, primeiramente, barrar o pedido de urgência para apreciação da matéria, retirá-la de pauta para que possa ser melhor discutida com os servidores públicos e incluir os policiais civis e militares na proposta.

“Existe uma emenda que amplia o benefício para os policiais, mas, conversando com o deputado Ronaldo Medeiros, ele disse que a emenda pode ser derrubada. Infelizmente, o governo insiste em dizer que a profissão de policial civil não é de risco de vida. É absurdo e queremos mudar isso. Nada mais justo”, frisou Melo.

“Queremos ou a retirada do projeto da pauta ou a modificação dele. Da forma que ele está é extremamente prejudicial ao servidor, que terá perdas salariais. Precisamos de uma regulamentação sim, mas uma que se enquadre na Constituição”, disse Maria José, vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Uncisal.

Os servidores cobram que o pagamento da insalubridade e periculosidade seja efetuado de acordo com o que manda a Constituição, em cima de percentuais variáveis e não de valor fixo. Eles pleiteiam ainda que a matéria apresente um indexador para base de cálculos de futuros reajustes anuais, o que não existe no atual projeto.