Mais uma etapa do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi finalizada nesta semana. Na última quarta-feira, com um placar de 59 votos favoráveis e 21 contrários ao prosseguimento do processo, os senadores levaram o caso ao julgamento. Para alguns parlamentares, a decisão do senado torna ainda mais real a possibilidade de afastamento definitivo da presidente.

Segundo o deputado alagoano Pedro Vilela é importante reforçar a constitucionalidade do processo. “O crime de responsabilidade praticado pela presidente Dilma ficou comprovado ao longo do processo de impeachment e os senadores deverão aprovar o afastamento definitivo. Está na hora de virarmos de uma vez por todas essa fase triste que vivenciamos na política brasileira”, destacou o parlamentar.

Na votação era preciso alcançar maioria simples (mais da metade dos senadores presentes) para que o parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG), pela abertura do julgamento, fosse aprovado. O resultado demonstra a dificuldade de Dilma para barrar o impeachment na votação final, prevista para o dia 25. Se pelo menos 54 dos 81 senadores votarem por sua condenação, Dilma perderá o cargo de presidente definitivamente.

Para o deputado federal e vice-presidente nacional do PSDB, Carlos Sampaio (SP), desde o início do processo, quando foi um dos primeiros parlamentares a defender a saída de Dilma, nunca teve dúvidas sobre a responsabilidade da presidente nas fraudes fiscais praticadas pelo governo e nos sucessivos escândalos de corrupção que marcaram a gestão da petista.