Faltando pouco mais de dois meses para as eleições, os órgãos de fiscalização e combate a corrupção já estão atuando para impedir práticas irregulares durante o período. Para a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB), Fernanda Marinela, o grande desafio será combater a prática de caixa dois e impedir que o poder econômico influencie nos resultados.

Em Alagoas, a Comissão de Combate de Corrupção Eleitoral já foi nomeada e vai acompanhar de perto as denúncias de práticas irregulares. A OAB irá receber todas as denúncias que lhe forem encaminhadas para remeter aos órgãos competentes.

“A OAB nacional criou um aplicativo que é contra o caixa dois, além de uma plataforma para combater esse crime e nós já aderimos aqui em Alagoas a essa campanha. Na verdade o desafio dessa eleição é a transparência, é impedir que o poder econômico influencie ou tome qualquer frente com relação a esse processo eleitoral”, disse Fernanda Marinela durante evento para apresentar um balanço de sua gestão realizado nesta segunda-feira (26).

As mudanças nas regras para financiamento de campanha modificaram não só os gastos permitidos aos candidatos, como também ligou o alerta para a possibilidade de irregularidades. Ontem, a Polícia Federal divulgou que investiga a participação de um pré-candidato a prefeito e de um fazendeiro em um esquema de crime eleitoral no município de Viçosa.

De acordo com PF, já há, supostamente, um esquema destinado à distribuição de dinheiro e benesses para eleitores da cidade, no pleito de outubro próximo. Além do pré-candidato, centenas de eleitores já teriam sido associados.

Para a presidente da OAB, a sociedade precisa ter consciência da importância de se denunciar práticas de crime eleitoral, que vão auxiliar os órgãos de fiscalização no combate às práticas.

“É importante que a sociedade tenha consciência do voto, da ferramenta que tem em suas mãos. Agora, acima de tudo, nessas eleições é importante que a sociedade tenha consciência da responsabilidade de denunciar, da responsabilidade de representar. Se isso não acontecer, essa eleição será fadada a um insucesso ao que diz respeito ao combate ao caixa dois. É preciso que a sociedade se sinta mobilizada a denunciar e a OAB será um canal para receber todas essas denúncias”, completou.