À primeira vista uma estação ferroviária não tem identificação e relação com o mundo das artes. Mas um grupo de jovens e produtores culturais de Maceió vem desconstruindo alguns rótulos e ocupando espaços urbanos para trabalhar com a reinvenção das cidades de maneira democrática.  

Em seu primeiro projeto, o Coletivo Sreet Art realizou um editorial em parceria com a CBTU na estação central apontando para o transporte ferroviário como uma das garantias para o direito de ir e vir dos cidadãos.

Para Danubia Barbosa, consultora de moda e uma das produtoras do coletivo “Moda é arte, e acreditamos que é algo que vai além do glamour das grandes grifes e dos desfiles badalados, queremos debater moda a partir de seu uso criativo e artístico, e para isso trouxemos essa proposta que é mostrar a atitude das pessoas em figurinos de seu uso cotidiano, captando a poesia da cidade, que muitas vezes nos passa despercebida”.

O coletivo se define como um movimento de arte urbana inserido em um contexto de atividades de contra hegemonia que busca através da linguagem artística visual estabelecer um diálogo entre moda e arte de rua, tendo os cenários urbanos como suporte e “tentando enxergar o cotidiano urbano e as pessoas dispersas na cidade como elementos que poderiam compor uma intervenção artística”, afirma Giovanna Rodrigues uma das fotografas do grupo.

A relação entre moda e arte de rua traz uma carga simbólica autêntica e canaliza os anseios de públicos alternativos que buscam oportunidades de experiências estéticas contestadoras, colocando-se inclusive a margem dos rótulos e estereótipos sociais cristalizados pelo senso comum.

Compõem o Coletivo Street Art, as fotografas Giovanna Rodrigues e Emmile Ramos, os modelos Leo Lucena, Manaíra França, Lary Medeiros, e Arthur Araújo, e os produtores Danubia Barbosa e Josian Paulino.