Após o domingo histórico, onde a Câmara dos deputados votou a favor da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma, agora os parlamentares cobram do senado celeridade para o julgamento do processo. Nesta terça-feira, opresidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou que na p´roxima segunda-feira (25/04) será instalada a comissão especial do impeachment no Senado. A decisão veio depois que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, cobrou agilidade e respeito às regras na tramitação na Casa do processo de impeachment da presidente da República. A decisão pode adiantar em uma semana a votação do afastamento da presidente.

Para o senador Dalírio Beber (PSDB-SC), é importante que o pedido de impeachment seja prontamente analisado, respeitados os trâmites legais.

Não se pode querer velocidade maior do que o rito processual em vista, mas também não pode sofrer retardamentos desnecessários, para que a sociedade brasileira acredite nas instituições. A Câmara fez o seu papel e a expectativa hoje da nação brasileira é no sentido de que o Senado também faça e cumpra a sua parte”, afirmou.

O deputado alagoano Pedro Vilela (PDSB) destacou que qualquer retardamento no processo é prejudicial para o país, já que o Brasil tem hoje um semigoverno, com a presidente Dilma sem credibilidade e força política, sem apoio do Congresso e com o seu governo envolvido em investigações e escândalos de corrupção. “É hora de cobrar os senadores para que, sempre respeitando a lei e o amplo direito de defesa, o processo seja conduzido de forma célere e o quanto antes a presidente Dilma seja finalmente julgada. Assim, o Brasil poderá voltar a caminhar e sair do marasmo que se encontra”, disse.

 “O rito já foi analisado pelo Supremo, então quanto mais célere o processo, melhor para todos. Os brasileiros têm os seus olhos voltados para o Senado Federal e muita expectativa. É preciso agilidade e responsabilidade”, completou o parlamentar.

Aprovado pela Câmara neste domingo (17/04), por ampla maioria dos deputados – 367 votos dos 342 necessários –, o processo de impeachment de Dilma Rousseff foi entregue ao Senado nesta segunda-feira (18). O documento tem 36 volumes e 12.044 páginas. O próximo passo deverá ser a eleição da presidência e da relatoria da comissão especial. Caso o processo tenha o apoio da maioria dos senadores da Casa – 41 votos –, Dilma sofrerá um afastamento imediato de até 180 dias, até que a matéria seja julgada.