Pesquisa Data Folha divulgada neste final de semana reafirma o erro primário cometido pelo PSDB, o que, por várias vezes, apontei neste espaço. Os três principais nomes do partido, Aécio, Serra e Alckmin estão em queda livre nas pesquisas.

Desde que foi derrotado em 2014 na disputa contra Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves (MG) optou por uma oposição raivosa, não propositiva, levando o partido e aliados a votar contra propostas defendidas pelos próprios tucanos. Daí surgiu as tais pautas bombas que prejudicaram ainda mais o governo federal.

Ao aliar-se pelo impedimento de Dilma ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao PMDB, só aumentou o fosso que distancia o PSDB do retorno ao comando do País, o que é apresentado pelos números, fotografia e tendência do momento. Some-se a isso o fato de ter sido citado na Lava Jato

Pois bem, eis que surgem os números e estes são cruéis com o PSDB. Caso as eleições presidenciais fossem hoje, segundo Data folha, Lula e Marina Silva iriam para o segundo turno e todos do PSDB estão em queda na preferência do eleitor. Entre dezembro e agora Aécio caiu 10 pontos.

Serra faz 11%, enquanto a dupla Lula e Marina ficam com 22%. Aécio aparece com 17%, 9 pontos a menos que os 26% de dezembro de 2015. Alckmin foi de 14% a 9% no mesmo período. Bolsonaro aparece com 8%, empatado com Ciro Gomes (7%).

Portanto, o que os tucanos não perceberam é que até a aposta no vice-presidente Michel Temer é um erro estratégico. O eleitor vê no vice e no PMDB ações de traidores, o que revela pesquisa feita no Recife, por exemplo.

Segundo Pesquisa do Instituto Maurício de Nassau (IPMN), um eventual governo Temer, pós-impeachment de Dilma, não seria aprovado por 85,5% dos entrevistados, que disseram não confiar nele. Só 4,2% afirmaram que as coisas irão melhorar com a chegada de Temer.

E no caso da hipótese de novas eleições, Lula lidera em Recife com 25,1%, Marina Silva tem 21,6%. O IPMN ouviu 624 pessoas entre os dias 4 e 5 de abril.

Os números mostram que os tucanos ainda não entenderam o que o povo deseja.