Nesses tempos incendiários e de intolerância em que a crise política alimenta as dificuldades econômicas, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, tem se sobressaído como uma das poucas vozes racionais.

Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, ele fez várias revelações. Primeiro condenou a divulgação de interceptações telefônicas determinadas sigilosas, assim como o seu conteúdo, claro, e que envolvem a Operação Lava Jato.

Como é o caso, em especial, da divulgação das conversas gravadas pela PF e liberadas pelo juiz Sérgio Moro, que envolviam Lula e Dilma, entre outras. Como a maioria dos ministros já demonstrou, Marco Aurélio defende algum tipo de sanção no campo administrativo contra o juiz do Paraná.

Depois revelou que deve recomendar que o processo de impeachment enfrentado pela presidente Dilma também inclua o seu vice, Michel Temer, que também assinou as tais pedaladas fiscais quando substitui a presidente.

Ele também avaliou que a ida do ex-presidente Lula para a casa Civil representaria e poderia ser a “tábua de salvação” do governo federal. Enxerga com precisão o ministro, ao perceber que Lula teria a capacidade de integrar e o PT, recompor alianças anteriores e fazer o resgate da política tão deixada de lado pela inabilidosa Dilma Rousseff.