As filiações partidárias visando as eleições de 2016 devem se dar até o próximo dia dois de abril, seis meses antes do pleito eleitoral. Com o fim do período de filiações, o CadaMinuto Press procura apresentar as candidaturas que já se desenham para estas que prometem ser as eleições mais diferentes dos últimos anos.

Tais mudanças não ocorrerão apenas diante das modificações legislativas, como quanto às regras de financiamento, de caixa dois, mas também por conta do caos político por que passa o cenário brasileiro. Em meio a um processo de impeachment cheio de controvérsias, a presidente Dilma Rousseff tenta manter os aliados, conquistar novos e diminuir sua rejeição junto ao povo brasileiro.

Mas os seguidos anos de crise econômica e de redução de repasses constitucionais que minaram as políticas públicas municipais por todo o país contribuíram ainda mais para o enfraquecimento político do PT. O cenário eleitoral alagoano e, em especial, o de Maceió, parece dançar conforme a música tocada em Brasília.

Rui Palmeira (PSDB), atual prefeito de Maceió, já declarou seu interesse na reeleição, bem como na aliança com o PP do atual vice-prefeito Marcelo Palmeira, afilhado político do senador pepista Benedito de Lira, e com o DEM do secretário municipal de saúde, José Thomaz Nonô. Recentemente anunciou com “pompa e circunstancia” a chegada do PDT à gestão municipal, sigla liderada por Ronaldo Lessa, que é deputado federal, ex-governador e ex-prefeito de Maceió.

Além de Palmeira; Cícero Almeida (PMDB); Paulão (PT); João Henrique Caldas, o JHC (PSB); Paulo Memória (PTC) e uma Frente de Esquerda estão se preparando para o pleito deste ano. 
A reportagem não conseguiu falar com o prefeito tucano para detalhar os caminhos que pretende trilhar em busca da reeleição. Mas todos os demais pretendentes à sucessão de Rui falaram sobre a etapa em que se encontram suas pré-candidaturas.

Turbulências

Na última semana o maior partido aliado do governo de Dilma Rousseff, o PMDB, resolveu, por aclamação, abandonar a composição que os fez ter sete ministérios, 600 cargos em diversos níveis do governo federal e a vice-presidência. Também repercutiu muito negativamente a relação do nome do prefeito tucano numa planilha encontrada pela Operação Lava Jato, na qual estariam nomes de políticos que teriam recebido recursos da empreiteira Odebrecht, que podem ter relação com o esquema de distribuição de propina conhecido como petrolão. 

O avanço do processo de impeachment que está em tramitação na Câmara dos Deputados e a aproximação das eleições municipais reforçam os objetivos do PMDB e do PSDB, que pretendem lançar candidaturas próprias à presidência da República em 2018.

Cícero Almeida assume missão de conquistar capital para os Calheiros


Inicialmente, para as eleições ao Executivo de Maceió, a intenção do PMDB do clã Calheiros era uma composição com o atual prefeito, Rui Palmeira (PSDB), o que levaria a uma campanha mais barata e menos desgastante, fator importantíssimo em ano de crise e de operação lava jato fechando a torneira para milionárias doações de grandes empreiteiras a campanhas eleitorais por todo o país.

No entanto, o emissor da proposta da base do governo de Renan Filho (PMDB), deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), acabou fechando com o prefeito sem assegurar o espaço pretendido pelo PMDB. No final das contas, nem Lessa e nem Palmeira, Renan Filho filiou o ex-prefeito de Maceió e atual deputado federal Cícero Almeida para o PMDB e este será o candidato do partido à prefeitura de Maceió.

Uma fonte do governo confirmou que o popular Ciço será o único pré-candidato do partido até a convenção oficializar, o que deve ocorrer em junho. “Enquanto isso ele próprio está montando sua pré-campanha para formação de programa de governo”, disse o peemedebista, o que foi confirmado pelo próprio Cícero Almeida.
Almeida afirmou que seu nome está à disposição do partido e do povo. “Se sentir que é a vontade do povo, que é realmente isso que a população quer, não tenha duvidas de que estarei pronto para atender aos anseios da população”, disse o deputado pré-candidato pelo PMDB.

Numa entrevista concedida ao CadaMinuto Press em julho passado, Almeida já havia revelado a existência de “um compromisso do senador Renan Calheiros” com ele, para que em 2016 ele fosse “o candidato em comum acordo com o PMDB”. 

Hoje, mais convicto de sua posição de pré-candidato, afirmou que já vem conversando com a principal base de apoio à eleição do governador Renan Filho. Dentre os partidos que compõem a base do governo hoje há, além do PMDB, o PT, PCdoB, PSD, PTdoB, PV, PHS, PROS, PSC e PTB. 

Para eleger um presidente é fundamental o papel desempenhado pelos prefeitos diretamente com o eleitorado dos municípios. Daí a importância do aumento do número de prefeituras administradas pelo PMDB. Nas eleições de 2012, o PMDB em Alagoas elegeu 23 prefeitos, outros 16 já se filiaram e o partido espera que até o prazo final para novas filiações visando 2016 reúna um total de 40 prefeitos, dos 102 municípios alagoanos.

Assim, a capital seria a “menina dos olhos” para o partido que tem o governador de Alagoas e o presidente do Senado Federal. Renan Calheiros, pai e filho, apesar de economizarem críticas ao governo federal, mantêm uma distância segura da crise nacional, de Dilma Rousseff, do PT e da oposição, tudo visando os caminhos que conduzirão a 2018, quando, além das eleições para a Presidência da República, ambos devem concorrer à reeleição, ou fazer seus sucessores.

Ciço tem opções para vice, mas Renan Filho deve aguardar convenção

Desde a filiação de Almeida ao PMDB que se tem comentado sobre nomes que podem compor chapa com ele, e muitos falam em repetir uma dobradinha “puro sangue” como a que elegeu Renan Filho e Luciano Barbosa, ambos do PMDB. Os primeiros nomes para vice de Almeida foram José Wanderley e Mosart Amaral, o primeiro seria uma preferencia do governador e de seu pai e o segundo seria a escolha do próprio Almeida.

Almeida não confirma e nem nega. Mas Hugo Wanderley, vereador pelo PMDB de Cacimbinhas (AL), filho do José Wanderley, que foi vice-governador no primeiro mandato de Teotonio Vilela Filho (PSDB), usou suas redes sociais para esclarecer o envolvimento do pai nas discussões sobre sua participação em eventual chapa do PMDB.

“Diante dos fatos repercutidos na imprensa a respeito das eleições em Maceió, ESCLAREÇO: 1- Não houve convite nem muito menos recusa do Dr. Wanderley para ser vice do Cicero Almeida! O partido sequer iniciou esta discussão. 2- O Dr. Wanderley acompanhará irrestritamente o candidato apontado pelo seu partido, o PMDB”, divulgou o vereador Hugo Wanderley. 

Apesar dos nomes dos experimentados peemedebistas, outros nomes também chegaram a ser cogitados dentro dos muros palacianos. Tendo em vista uma pesquisa para consumo interno, cogita-se a indicação de um candidato a vice que seja jovem, que possua postura ilibada, alguém que não tenha envolvimento com escândalos de corrupção e com penetração no voto formador de opinião, para contrapor Rui Palmeira e JHC (PSB).

Até para contrabalancear a situação de Cícero Almeida, que responde pela Operação Taturana, quando foi deputado estadual, em 2007, e também pela denunciada “máfia do lixo”, que teria ocorrido em contratos da limpeza urbana, quando foi o deputado federal foi prefeito de Maceió. O jovem que tem sido citado é Galba Netto (PMDB), vereador de Maceió, filho do deputado estadual Galba Novaes, recém-filiado ao partido.

A reportagem procurou o vereador, mas este negou qualquer convite, disse-se surpreso e focado em suas atividades parlamentares. Netto evitou falar sobre eleições e disse que há tempo para campanha e para escolha de vice, que o momento é de cumprimento de seu atual mandato. Perguntado se aceitaria o convite, também preferiu não responder, disse que tudo depende das discussões que possam se dar a respeito. Mas assegurou que procuraria saber mais sobre a citação de seu nome.

Outro que também se revelou surpreso foi Judson Cabral, que continua no PT, hoje presidente da Serveal (Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas S/A), e que foi citado por seu histórico político limpo de corrupção. No entanto, Cabral disse que não acredita que exista esse convite por parte do PMDB, mesmo no futuro, até por conta do que tem ocorrido em âmbito nacional e finalizou: “Não há de minha parte uma ansiedade eleitoral para disputar estas eleições”. 

Para que Judson seja indicado para vice de Almeida precisaria se desfiliar do PT, já que o partido mantem firme a candidatura do deputado federal Paulão à prefeitura de Maceió. Seja qual for o escolhido para candidato à vice na chapa de Cícero Almeida, tudo indica que este nome só será revelado às vésperas da convenção, quando alguém da base de apoio ao governo estadual deverá ser escolhido, também com base nas pesquisas para consumo interno.

Paulão não teme perder espaço no Palácio e enfrenta PMDB em Maceió


Apesar do recente e midiático rompimento do PMDB com o PT em nível nacional, nada indica que o mesmo ocorra em nível estadual. Até porque dificilmente o PMDB nacional deliberará sobre as alianças estaduais ou municipais. Hoje, o PT ocupa um considerável espaço no governo estadual do peemedebista Renan Filho e tudo indica que permaneça. 

O secretário da Assistência Social é Joaquim Brito, do PT, e na pasta há pelo menos 40 companheiros e outros tantos cargos indicados pelo PT compõem outras pastas da organização estatal. O espaço é importantíssimo, não só para o PT, mas também para o PMDB, pelo menos enquanto Dilma for presidente da República. 
Aparentemente esta aliança não está em jogo junto ao Palácio República dos Palmares. Por lá, ninguém fala em rompimento do estado com o PT, mesmo que este venha mesmo a lançar candidatura à Prefeitura de Maceió, concorrendo diretamente contra os interesses políticos do PMDB em Alagoas.

O deputado federal e presidente do PT em Alagoas, Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, justificou que sua candidatura a prefeito de Maceió é legitima, independentemente de o governador apoiar outra candidatura. 
“Fizemos um acordo para 2014, nós cumprimos este acordo. Afinal de contas existia até outras candidaturas, mas o PT em plano estadual e nacional apoiou a candidatura do governador Renan Filho. Nós participamos de forma intensa [da campanha], todos os candidatos apoiaram, hoje participamos do governo, mas não houve nenhuma condicionante do fato de apoiar o Renan que ficaríamos amarrados para as eleições de 2016. Os momentos são distintos”.

O pré-candidato do PT ressaltou que sua campanha será para valer, mas que num eventual segundo turno a aliança poderá ser reforçada. “Vamos trabalhar para a nossa candidatura ser vitoriosa, mas se houver um segundo turno poderemos nos encontrar. E é importante ter várias candidaturas para dar oportunidade para a sociedade ter uma visão geral sobre os projetos que estão postos”, afirmou.

Este foi o cenário que o deputado federal Paulão desenhou para a reportagem. Há meses o PT declarou que haverá candidatura à prefeitura de Maceió e o pré-candidato é o deputado Paulão, atualmente o maior nome do partido em Alagoas. Adelmo dos Santos, um dos diretores do PT/AL confirmou a candidatura de Paulão em Maceió.

“A candidatura do deputado Paulão é uma coisa irreversível, ele é candidato porque nós vamos para as ruas e para o guia eleitoral defender o legado do partido”, afirmou Santos que também revelou que o PV, PPL e o PSDC são os partidos com os quais estão conversando e tendem a compor para as eleições municipais.

PT quer ser alternativa à polarização Rui x Almeida

Paulão explicou que seu nome foi um consenso depois que outros possíveis candidatos resolveram retirar qualquer pretensão à disputa e que tais conversas em torno do seu nome se iniciaram logo após as eleições de 2014. Para ele, a situação posta com Rui Palmeira (PSDB) e Cícero Almeida (PMDB) leva o PT a buscar um espaço para contrapor ideias e incentivar o debate.

Quanto às composições, Paulão não quis entrar em detalhes, chegou a citar o PV, mas limitou o assunto a dizer que ainda estão conversando, mas que com certeza haverá coligação. “Inicialmente trabalhávamos o caminho de candidatura única, mas agora vemos que o momento é de coligação. O PT terá candidatura, mas trabalharemos composição. Essa composição faz com que a gente reduza o número de candidatos e há possibilidade de neste cenário eleger no mínimo três vereadores por Maceió”, explicou. 

Assim como ainda estão conversando sobre coligações, o PT também ainda não definiu nomes para compor a chapa com Paulão. O pré-candidato, mesmo em meio à confusão política que envolve o PT nacional, em Brasília, explicou seus motivos para encarar as eleições municipais em Maceió.

“Nós somos candidatos porque entendemos que é necessário discutir o poder local, isto porque a gente percebe que a cidade de Maceió está sendo muito mal tratada quanto às políticas públicas fundamentais”, disse, citando, entre outros temas, as áreas de educação, saúde, assistência social a jovens e idosos, esporte e cultura.

JHC ignora polarização e diz ser única opção jovem à velha política

Além de Rui Palmeira (PSDB), Cícero Almeida (PMDB) e Paulão (PT), mais um deputado federal alagoano entrará na disputa pela prefeitura de Maceió. O jovem João Henrique Caldas (PSB), que apoiou a eleição de Rui Palmeira em 2012 e que este ano ainda tratava a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente como seu espaço político, quer apresentar-se como um contraponto às candidaturas que já estão postas.

JHC, que ganhou notoriedade quando foi deputado estadual e denunciou caciques da política alagoana na Assembleia Legislativa, foi eleito deputado federal mais votado em Alagoas e teve votação recorde na capital, pouco mais de 68 mil votos. JHC não acha que sua candidatura seja precipitada e explicou que esta é uma construção de seu partido, o PSB, que tem grande capilaridade em estados do nordeste e avalia como importante que espaço semelhante seja ocupado em Maceió, e em Alagoas.

“Nós reunimos os requisitos necessários para propor uma candidatura para Maceió jovem, fazer uma comunicação melhor com a população, propor algo que tenha alma, sentimento de povo, fazer efetivamente um governo que governe e que não se omita, que seja protagonista, para dar certo e consertar o que der errado. Isso é o que o PSB deseja para Maceió”, afirmou JHC.

O deputado também não economizou criticas ao atual prefeito de Maceió, Rui Palmeira. Afirmou que sequer procurou o gestou para tentar compor uma aliança para as próximas eleições e que apontou o “distanciamento profundo e uma falta de atenção com a própria classe politica” de Rui. Salientando ainda que não é refém de nenhum grupo político. 

“Eu tenho independência, é um caminho mais longo, mais difícil, mas tenho coerência e muitos confiam nominalmente em mim”, avaliou JHC. Que avaliou também o cenário político e concluiu que nada está definido, ainda está em aberto e tudo pode sofrer reflexos dos acontecimentos políticos nacionais.

Assim como os demais pré-candidatos, JHC não quis mencionar nomes para ladeá-lo numa chapa para a prefeitura de Maceió, afirmou que ainda está conversando com os partidos com os quais pode coligar e que não há martelo batido. “Temos conversado com alguns partidos, como o PMN, o PTB, recentemente com o PPS, com o PSL, também com a Rede, de Heloisa [Helena], são só conversas, é tudo natural, mas ainda não há decisões para marchar junto, mas o diálogo houve”, afirmou.

Para JHC, a polarização que já parece haver nas eleições para a capital, entre PSDB e PMDB, não refletem a realidade, o eleitorado, segundo ele, está cansado e não “engole” mais os mesmos nomes. “Por isso é importante uma candidatura independente como a minha, independência para falar a voz do povo. Vou lançar a Agenda 40 do partido [PSB], para a gente montar um plano de governo, aí, a partir deste momento, dar início verdadeiramente à campanha”, finalizou.

Partidos articulam união para lançar Frente de Esquerda em Maceió


Partidos como o PCB, PSOL, PSTU, PCR (que não é legalizado) e movimentos sociais têm dialogado para tentar formar uma frente única de esquerda a fim de contraporem-se às demais candidaturas. Golbery Lessa, do PCB, que foi candidato a governador em 2014, explica que  a intenção é construir uma candidatura unificadora de toda a esquerda que está na oposição ao governo federal.

O socialista e professor da UFAL, Magno Francisco, do PCR, explicou que a esquerda ainda não tem uma candidatura aglutinadora definida e que a questão nacional tem sido um ponto de controversa entre a esquerda alagoana. Isto por que, apesar de não haver partidos da base do PT no governo federal, as siglas não se entendem quanto ao futuro do governo Dilma.

“O PSTU defendia eleições gerais, o PCB mudou de posição, mas defendia um plebiscito, o PSOL tem opiniões diversas, pois é um partido de tendências. Nós somos contra o impeachment, mas não defendemos o atual governo, defendemos a construção de uma alternativa para reunir os movimentos sociais, no caso a Unidade Popular. Não somos favoráveis a novas eleições”, explicou Francisco.

Mas as conversas indicam que há possibilidade de encontrar um caminho para a unidade da esquerda em prol de um projeto socialista apartado do PT em Maceió. O PCR (Partido Comunista Revolucionário) não é legalizado no Brasil, mas seus componentes lutam atualmente pela legalização da Unidade Popular, que será um partido que aglutinará movimentos sociais e partidos de esquerda para fortalecer ideais socialistas na politica brasileira.

Magno Francisco, um dos interlocutores do grupo que visa legalizar a UP, reconhece que isto só deve ocorrer para a disputa de 2018, mas que mesmo assim, ainda é possível que, por meio de “filiações democráticas” haja quadros do PCR e da UP disputando as eleições deste ano. Tais filiações são ingressos em partidos irmanados ideologicamente com a intenção de disputa de uma eleição específica.Recurso utilizado em 2012 e passível de se repetir ainda este ano. 

Conhecido da mídia por pedir justiça contra o desaparecimento de seu primo, Davi da Silva, após abordagem policial em 2014, Magno Francisco reconhece que seu nome vem sendo mencionado pelos colegas de ideologia, mas que ainda não há nada certo. "Se for candidato, ainda não teria um partido definido. Muito embora o nome circule temos dificuldade em encontrar essa legenda. E nossa prioridade é a legalização da Unidade Popular”, afirmou. 

O PSOL, depois que Heloisa Helena e Mario Agra, seus maiores nomes em Alagoas, foram para a Rede Sustentabilidade, passou um tempo fora dos holofotes políticos e se aproximou mais de movimentos sociais, em especial do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra).

Hoje o partido conta novamente com Alexandre Fleming nos seus quadros e afirma que tem participado das conversas com os partidos de esquerda e com os movimentos sociais em busca de uma frente unificadora, mas que o PSOL de Maceió só tomará posição após formalizar nova direção municipal, o que deve ocorrer em 10 de abril, com membros da Executiva estadual e nacional.

“Uma vez eleita direção a mesma pautará cenário e conjuntura e nomes para chapa proporcional, partidos para coligação e nome majoritário”, explicou Fleming, que também falou da disponibilidade do partido em discutir com os demais partidos de esquerda, inclusive o PCR e a Unidade Popular, que não são propriamente um partido, as coligações e filiações partidárias.

“Chapão” de nanicos

Liderados pelo ex-peemedebista Adeílson Bezerra, oito partidos com pouca ou nenhuma representatividade no Congresso Nacional se uniram para lançar candidatura à Prefeitura de Maceió. Com o discurso de firmar independência e se negar a se submeter às exigências e negociatas comuns com os grandes partidos de Alagoas, devem escolher o nome do carioca Paulo Memória (PTC), que disputou um mandato de deputado federal pelo PEN, em 2014, no Rio de Janeiro, onde obteve 2.517 votos. Entre os integrantes do grupo chamado de G8 estão PRTB, PTdoB, PTC e PHS.

Na última quinta (31), o senador Fernando Collor anunciou sua filiação ao PTC de Memória. A urgência desta filiação o torna apto a ser candidato a prefeito. Uma vitória poderia lhe tirar o foro privilegiado do STF, onde avançam processos contra si. A remessa destes a instâncias anteriores, garantiria a Collor se valer de recursos para adiar efeitos de eventuais condenações. Duvida?