O Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), em parceria com a Polícia Federal, Procon e Defensoria Pública da União libertaram quatro trabalhadores chineses em situação análoga à escravidão, em ação nesta terça-feira (22), na zona norte do Rio de Janeiro, e na Baixada Fluminense.

As ações fizerm parte da nona fase da Operação Yulin, cujo objetivo é a fiscalização de combate ao trabalho escravo urbano e tráfico internacional de pessoas. Quatro equipes de auditores fiscais do ministério, policiais federais, representantes do Procon RJ realizaram visitas a seis estabelecimentos, em diferentes localidades da Tijuca, Belford Roxo e Nova Iguaçu, nos quais averiguaram 26 relações de trabalho, sendo 17 destas de trabalhadores chineses.

Dos trabalhadores chineses, dez apresentaram irregularidades na documentação, e quatro destes encontravam-se em condições de trabalho análogas à escravidão. Dos seis estabelecimentos auditados, dois foram interditados pelo Procon RJ, um em Belford Roxo e outro na Tijuca, por questões de segurança, falta de alvará e documentação. 

OPERAÇÃO YULIN 9 - A operação recebeu este nome em deferência ao hábito dos chineses de utilizar carne de cães na culinária, pois na China há um polêmico festival em que mais de 10 mil cachorros são mortos para virar comida, em praça pública e por ter sido constatado o uso de carne irregular em um estabelecimento em Belford Roxo, na primeira fase de auditoria.