Welton Roberto
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Para tudo acabar na quarta-feira?

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Fantasias e alegrias à parte, o carnaval acabou. Mais um. Reza a lenda que o ano brasileiro tem início agora. Talvez assim realmente o seja.Quase tudo fica para ser decidido ou resolvido "depois do carnaval". Aquelas velhas promessas de ano novo também, tudo para depois da festa de momo. Por isso este aprendiz de blogueiro volta a escrever neste espaço democrático  de ideias e ideais, também depois do carnaval.

A ingrata quarta-feira de cinzas nos chega sorrateira lembrando que a realidade cotidiana é de carne, osso e nervos, nervos de aço, por vezes. O brasileiro conseguiu brincar e viajar (35% de voos domésticos a mais do que o mesmo período momesmo de 2015) apesar da guerra que se estabeleceu neste país desde outubro de 2014, quando parte de uma elite raivosa ainda não aceitou o resultado das urnas e continua no choro infinito sem saber porquê. 

Aqui a música que me remete a esta turma é o "Mamãe eu quero..." composta em 1937 por Vicente Paiva e Jararaca. E a gente tem que ter uma chupeta gigante para esta turma parar de chorar... (risos carnavalescos, ainda é tempo!) 

Em Alagoas, mais precisamente sua capital, Maceió,  berço esplêndido dos não-foliões - há controvérsias -, a rede hoteleira comemorou quase 100% de ocupação, apesar dos "pesares". 

Apesar do mau humor de parte da elite raivosa, precisamos seguir em frente. Precisamos traçar as metas e alcançá-las, afinal o capitalismo tupiniquim nos exige dedicação, trabalho e resultados, todos com sucesso, é claro.

A meritocracia "deles" não admite fracassados.

Somente os paneleiros gourmet têm tempo a perder com suas batidas desencontradas, fora do ritmo e sem razão. Nós, os trabalhadores e trabalhadoras de Alagoas, do Nordeste, do Brasil, temos uma tarefa e uma agenda extensa e árdua a cumprir.

Na crise se exige maiores desprendimentos. Não e não me venham dizer que o mundo inteiro está vivendo a mil maravilhas e que a crise é só nossa. 

Desde 2008 que não é.

A crise capitalista ocidental, cíclica, como explicam os economistas de ocasião, está inserida no mundo globalizado. E já faz tempo.

Mas o blogue não vai tratar disso agora. Não neste momento de lamúrias por mais um carnaval terminado.

Não nesta quarta-feira ingrata.

Não com alguns amigos internautas ainda tentando tratar da ressaca destes quatro dias de folia.Não depois das viagens e do exagero na gastronomia e nos festivais etílicos.

E nenhum destes por culpa do malvado Estado Opressor!  

Por ora, este aprendiz de blogueiro ainda escuta as batidas dos tamborins na esperança de que o ano de 2016 seja um ano diferente, de felicidade renovada e de realizações planejadas. 

Afinal é, mais uma vez, ano de eleições! E temos a chance de mudar tudo, ou não mudar nada! Mas temos a democrática chance de ainda poder escolher...  

Aos amigos e amigas que aqui nos acompanham, a saudade era grande. Estamos de volta! E se o ano começa realmente agora, Feliz vida e ano novo! 

Até amanhã...

 

 

 

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