A gente volta ao batente e percebe que 2016 deverá ser bastante semelhante a 2015. Aécio Neves e sua turma da oposição vaiam a presidente Dilma no retorno do funcionamento do Congresso Nacional. Fica claro que diálogo é impossível entre governo e oposição.
Aliás, contam que quando Leonel Brizola assumiu o governo do Rio de Janeiro, em 1991, decidiu participar de uma assembleia dos professores que faziam uma série de reivindicações. Foi aparecer na entrada e receber uma sonora vaia.
Ele sorriu, deu as costas e foi embora. Dias depois explicou que se retirou porque discordava do método, que vaiava antes de ser ouvido, não queriam nem ouvir, nem falar, apenas debochar.
Claro, Dilma jamais poderia seguir o exemplo de Brizola. Criaria e alimentaria uma crise ainda maior. Mas a vaia é uma derrota da democracia. É a clara e nítida negação da política e da falta de respeito a todos os presentes que representavam os poderes da República.
Mas a presidente também tem uma grande parcela de responsabilidade nesse entrave. A ela falta a capacidade política de escutar e dialogar com o parlamento, enfim, falta articulação e paciência.
Pode mudar? Pode. Mas é pouco provável dado ao fato de Dona Dilma não ter experiência nem vivência dentro do mundo da política. A não ser que delegue efetivamente aos seus auxiliares o poder dessa função, caso do ministro Jaques Wagner, da Casa Civil, ex-governador da Bahia.
Por outro lado, a oposição tem demonstrado para a sociedade, segundo análise de vários cientistas políticos, que trabalha pelo quanto pior melhor. O formador de opinião enxerga nela responsabilidade pelas dificuldades econômicas que a população enfrenta, pois foram contra tudo, até contra determinados projetos que fazem parte do que defendem em seus programas partidários.
Bom, e de volta das férias, é vida que segue.