No dia em que sigo para passar o Natal em Mata Grande, pra lá vou com o objetivo de rever, relembrar e reencontrar as minhas origens. Disso eu preciso repetir em algumas oportunidades durante o ano.
“Acalma a alma!”
O que tenho de bom e de ruim vem desde a minha concepção, expulsão do ventre materno, bebê, criança, adolescente e adulto lá no Sertão jogando bola, caçando passarinho, dançando em festas, brigando e brincando.
Mas olhar pra trás, para o passado, é o indivíduo tentar entender o presente e olhar o futuro. E isso é importante em qualquer época do ano e não só neste período natalino e de fim de ano.
Retornar as origens é saber que melhoramos, evoluímos como pessoa, mas sabendo que continuaremos errando, mas sempre tentando diminuir essa margem de erros, o que só é possível com o passar dos anos.
É uma luta em que teremos mais derrotas do que vitórias, bem sabemos, mas que é importante entender que é assim a nossa existência.
Vou pra casa rever aqueles antigos parentes que restam, os gigantes da nossa infância, antes que não possa mais tocá-los nem ouvi-los frente a frente.
E também lembrar de outros que já se foram, mas que parecem caminhar pelas ladeiras imensas de paralelepípedos, ou sentados em algum bar bebendo e cantando com um vozeirão impressionante alguma música romântica.
E lembrar, ainda, dos amigos, das meninas bonitas que desfilavam a roupa novinha feita especialmente para o Natal.
Voltar sempre às origens, ao início de tudo, é rememorar uma caminhada evolutiva. É sempre buscar nunca esquecer quem somos, de onde viemos, para onde vamos, para onde voltamos sempre.
Essa é uma caminhada para algo. Caminhada para compreendermos a nós mesmos, até o fim.
EM TEMPO - Que a política e economia melhorem com a classe política tendo mais responsabilidade e compromisso com o país. E que Eduardo Cunha seja exemplarmente afastado do cargo e preso. Esse é o meu pedido para Papai Noel.