Tratado como uma tragédia por especialistas, o mosquito Aedes aegypit está causando o nascimento de uma série de crianças com microcefalia – doença que provoca problemas neurológicos graves, sem cura, e também mata. Uma guerra precisa ser travada, especialmente no Nordeste.

A velocidade de novos casos é crescente. Na segunda-feira (7) a Secretaria de Saúde informou que o número de casos suspeitos subiu para 88. 79 foram registrados em recém-nascidos. Seis envolveram os casos denominados intrauterinos. Alagoas já é o 4º estado com o maior número.

Mas o que as autoridades locais estão fazendo até o momento? Nada, ou quase nada. Nem Renan Filho, nem Rui Palmeira, muito menos entidades como a Associação dos Municípios, Assembleia Legislativa e Câmaras de Vereadores.

 A proliferação do mosquito transmissor é fruto da omissão histórica dos poderes públicos e da falta de educação da sociedade incapaz de cuidar do seu próprio espaço para evitar a reprodução do Aedes.

Portanto, é preciso que Renan, Rui, prefeitos e deputados, entre outros, liderem o combate, mobilizem a todos para enfrentar essa catástrofe. Mas para isso precisam conscientizar a população dando foco na publicidade educativa através dos meios de comunicação e não na promoção de seus governos.

E isso tem que ser feito de forma permanente e não eventual, pois enfrentamos uma guerra. Uma geração está nascendo com microcefalia e também morrendo por conta de um mosquito transmissor. Caso não ajam, os atuais governantes ficarão marcados pela omissão diante de tamanha desgraça que mais uma vez surge no Nordeste e em Alagoas.

É preciso mobilização e compromisso de todos e todas. Em Pernambuco o exército está nas ruas. No Rio Grande do Norte o governador Robinson Faria decidiu entrar em situação de emergência.

E aqui, o que será feito?