Na Bahia, onde participa do seminário sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) e do lançamento da "Caravana de Parlamentares em Defesa do PT e do Brasil", que pretende visitar várias cidades e realizar debates com a sociedade, o ex-presidente Lula anunciou que “vou começar a bater asas. Vou pro Nordeste, vou pra porta de fábrica. O país tem coisas muito mais importantes do que aquilo que aparece nas páginas e manchetes dos jornais".
Essa declaração referia-se a 2018, ano de eleição presidencial. É que, na visão dele, a oposição teme a sua candidatura, já está temerosa e tenta evitar essa possibilidade. "Já estão preocupados com evitar a possibilidade – que eu nunca disse que vou voltar – de o Lula voltar. 'Temos que colocar um monte de bazuca e queimar fogo todo dia nesse bailinho pra ele não se meter a besta'. Vou ficar parado ouvindo? Não, vou conversar com o povo brasileiro que é o que eu sei fazer e mostrar por que esse ódio, por que essa intolerância."
O ex-presidente negou qualquer acordo do governo com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas defendeu que qualquer pessoa tem o direito de defesa e, se for culpado, deve pagar.
De qualquer forma, quem se agarrar com o presidente-correntista-suíço vai morrer abraçado, especialmente o PT e o PSDB, que defendem e pregam sobre ética na política.
Sobre a tentativa de impeachment da presidente Dilma, soltou a seguinte frase: "Eu perdi três eleições e voltava pra casa pra fazer outra. Eles perderam a quarta eleição e não se conformam. Porque eles tentam destruir o mandato de uma pessoa que nem começou.”
Em Tempo – Especula-se que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está reunindo provas para pedir o afastamento de Cunha da presidência da Casa. Para isso, é preciso provar que o parlamentar utilizou as prerrogativas do cargo para atrapalhar as investigações.