O parlamentar rebateu as declarações dadas pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Galvão. Em entrevista ao jornal Tribuna Independente, Galvão rechaçou as denúncias formuladas pelo Pastor.
“Em primeiro lugar, o presidente do Sinmed tem que respeitar esse Poder. Nós fomos eleitos e temos imunidade daquilo que falamos. Se o Sindicato quiser a gente abre CPI e vamos revirar o que é feito nos hospitais de Alagoas. O senhor (Galvão) me respeite. Não fui eleito para ser catenga, nem para ficar calado”, desabafou o deputado.
João Luiz comparou as declarações do presidente do Sindicato à fala da secretária estadual de Saúde, Rozangela Wyszomirska, na mesma entrevista. “Enquanto o Sinmed diz que não há problema, a secretária afirma que existe desorganização na rede de oncologia, mas que a atual gestão está agindo para solucionar isso”, afirmou, acrescentando que a gestora também confirmou as dificuldades no acesso ao tratamento do câncer, inclusive devido a queixa dos hospitais em relação à tabela do SUS para pagamento de cirurgias.
Classificando as declarações de Galvão de “infelizes”, o deputado lembrou que a própria Defensoria Pública denunciou, recentemente, a dificuldade de pacientes com câncer conseguirem internação e, especificamente, dos problemas enfrentados pelos portadores de leucemia aguda, que estavam sem tratamento.
“Seres humanos estão morrendo em casa, sem atendimento hospitalar. A situação é dramática e, mais do que isso, é desumana... O senhor (Galvão) deveria ouvir o parlamento e, desse pronunciamento, verificar o que está havendo de errado”, afirmou, alfinetando: “Se casa fizer CPI para averiguar situação dos hospitais, vai encontrar muita coisa. Hospital com liminar para não pagar energia, hospital atolado em dívidas...”.
Em apartes, os deputados Léo Loureiro e Rodrigo Cunha (PSDB) se solidarizam ao pronunciamento.
