O deputado federal João Henrique Caldas (Solidariedade) criticou publicamente, por meio de nota enviada à imprensa, a postura do presidente nacional de seu partido, o deputado federal Paulinho da Força, que defendeu Luciano Araújo e Thiago Cedraz, respectivamente tesoureiro e secretário jurídico do SDD, investigados na operação Lava Jato.
Afirmando divergir “integralmente” da posição de Paulinho da Força, o parlamentar alagoano destacou que, nesse assunto, o presidente não fala pelo partido e seus integrantes, principalmente pelo fato de não ter havido discussão interna: “Não conferi ao deputado Paulinho qualquer mandato para opinar em meu nome, especialmente sem o necessário - e grave - debate interno”.
No documento, JHC disse lamentar a utilização do Solidariedade como linha auxiliar da defesa de envolvidos no maior escândalo de corrupção do País, em referência aos desdobramentos da Lava Jato e defendeu o afastamento dos quadros do partido de Luciano Araújo e Thiago Cedraz.
O deputado defendeu também o aprofundamento das investigações em relação ao presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Aroldo Cedraz, que é pai de Thiago.
Confira a nota na íntegra:
"Divirjo integralmente da posição do presidente do Solidariedade, o qual, aliás, não fala pelo partido nesse assunto, haja vista a ausência de qualquer discussão.
Não conferi ao deputado Paulinho qualquer mandato para opinar em meu nome, especialmente sem o necessário - e grave - debate interno.
Lamento a utilização do partido como linha auxiliar da defesa de envolvidos no maior escândalo de corrupção que o Brasil já viu, ao arrepio de qualquer previsão estatutária, o que apenas contribui para o enfraquecimento da agremiação.
Como representante do povo de Alagoas, não ficarei omisso, portanto defendo o afastamento dos implicados Luciano Araújo, tesoureiro, e Thiago Cedraz, secretário jurídico, bem como o aprofundamento das investigações em relação ao ministro Aroldo Cedraz.
João Henrique Caldas
Deputado Federal".