O governador Renan Filho (PMDB) confirmou presença no encontro que acontece em Brasília, na próxima quinta-feira, 30, entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e governadores de todo o País. Na pauta oficial estão assuntos como ajuste fiscal e reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas a expectativa da reunião gira em torno de um “pacto pela governabilidade” que deverá ser proposto pela presidente.
Sobre a crise na economia e suas consequências nas contas públicas, Renan Filho defendeu soluções dentro da “razoabilidade institucional”: “O plano econômico tem que garantir previsibilidade. Não pode ser o ajuste pelo ajuste”, afirmou, lembrando que os governadores do Nordeste têm se mobilizado em busca de um caminho para o País.
Durante o balanço das atividades legislativas no primeiro semestre, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) – que é pai do governador -, foi mais duro ao falar sobre o assunto, ao afirmar que o ajuste fiscal proposto pelo governo federal caminha celeremente para um “desajuste social”, embalado por uma explosiva combinação de “recessão, inflação alta, desemprego e juros pornográficos”.
Até o momento Renan Filho ainda não foi tão veemente nas críticas ao arrocho promovido pelo governo federal. Sua participação no encontro foi confirmada por meio de matéria veiculada na Agência Alagoas.
Resistência
Segundo informações de bastidores políticos, o convite de Dilma teria causado certa resistência entre governadores que não integram a base aliada do Palácio do Planalto. Eles temem que o encontro seja infrutífero ou, pior, temem ter seus nomes associados ao atual momento do País.
De acordo com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, a ideia do encontro partiu de representantes dos estados do Nordeste, mas deve reunir governadores de todo o Brasil, independente de siglas partidárias. “Estamos diante de um tema que é o do interesse da nação – a nação tem interesse em ver o Brasil andar novamente no sentido do crescimento, da geração de emprego, de aumentar a renda. Isso está acima de possíveis divergências partidárias que poderiam ser alegadas em outras circunstâncias”, avaliou o ministro.
