Nos últimos dias um verdadeiro embate foi anunciado em Maragogi entre Prefeitura e empresários de catamarãs. Segundo relatos, atendendo à recomendação do Ministério Público Estadual e da Superintendência do Patrimônio da União, a Prefeitura terá que realizar uma concorrência pública para legalizar a exploração comercial das Galés – Piscinas Naturais.

Apesar da promotora de justiça de Maragogi, Francisca Paula, determinar que o Prefeito Henrique Madeira realize a licitação pública destinado às empresas que desejam atuar no serviço de transporte aquaviário de turistas às piscinas naturais, empresários do ramo fazem pressão para que isso não aconteça.

A resistência tem uma razão: Atualmente apenas um pequeno grupo de empresários vem lucrando com a prestação de serviços, que, segundo levantamentos, estimam-se rendimentos de R$ 1, 4 milhões/ mês. Mas um detalhe: Apesar dos altos lucros ao longo de todo o ano, a única taxa que o município arrecada é de R$2,00 por pessoa, o Imposto Sobre Serviços (ISS) não é cobrado, o que significa menor disponibilidade de recursos para investimento na melhoria dos serviços aos munícipes, deixando a cidade a mercê de obter recursos de transferências do Estado e da União, bem como, podendo ser configurado crime de responsabilidade para o gestor público por abrir mão de receitas.

O mesmo grupo de empresários explora o serviço há mais de dez anos, e há quem diga que o negócio é uma verdadeira “mina de ouro”, prova disso é o patrimônio que a maioria deles possui. Carros de luxo, mansões e outros empreendimentos, fazem parte dos bens adquiridos com o negócio. As informações dão conta que a concorrência pública é comprovadamente, o meio legal para escolha de quem vai explorar esses serviços em área pública federal. Além disso, a lei também prevê que comunidades nativas, como os pescadores de Maragogi possuem a prioridade legitima para realizar a exploração comercial dos passeios às Galés. Os pescadores da região estão esperançosos com a novidade “Só os grandões ganham com isso, quem sabe a gente também não tem oportunidade de ter uma vida melhor”, declarou o pescador Sr. José de Souza, 47 anos.

A polêmica e revolta dos empresários ultrapassa a barreira da cordialidade, dizem até que algumas pessoas estão sendo ameaçadas para que a licitação não ocorra, enquanto isso, milhares de reais deixam de circular no município, considerado um dos maiores polos do turismo do país.