Um blog chamado "tioastolfo" tem ultrapassado todos os limites do mau gosto e da ilegalidade ao postar textos em que, dando um passo a passo detalhado, se ensina homens a praticar estupros em lugares públicos como casas noturnas e escolas.
Nesta segunda-feira (27), a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) divulgou nota na qual afirma que sua ouvidoria começou a investigar se a página é de autoria de um de seus alunos, conforme lhe foi denunciado.
Além de imagens pornográficas e de vítimas de violência sexual, o blog traz entre seus posts guias de como praticar abusos sexuais na adolescência e textos com títulos como "aprenda a lidar com uma vagabunda", no qual se lê: "Por mais feio, velho e pobre que seja um homem, ele ainda é superior a uma mulher pois pode quebrar o pescoço da vadia a hora que ele quiser".
A violência dos posts só piora. Em outro post, em que o autor dá dicas de como estuprar mulheres na escola – "pois, quanto mais cedo você estupra a mulher, menor a probabilidade de ela te contaminar com HIV –, enumera até os tipos de armas que poderiam ser usados para intimidar a vítima, enquanto ilustras o texto com fotos de Liana Friedebach (morta pelo então adolescente Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, após três dias de seguidos estupros).
"A Unesp informa que repudia quaisquer opiniões preconceituosas e que incitem à discriminação, à violência e a sentimentos de ódio realizadas por pessoas ligadas ou não à instituição", disse a universidade em nota. "Posições como essa vão contra os princípios básicos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da convivência democrática. São, também, consideradas infrações às leis brasileiras e, portanto, passíveis de punições."
Na página, também é incitado o racismo, a homofobia e o antissemitismo – uma foto no blog mostra um homem segurando nas mãos o livro "Minha Luta", de Adolf Hitler (na legenda diz que ele é advogado da página).
Nesta segunda-feira (27), um post do blog trouxe o nome e informações pessoais do suposto dono da página. O acusado, no entanto, rechaçou ser o responsável pelo blog em seu site pessoal e afirmou que seu dono é outro sujeito, que teria sido preso em 2012 por incitações semelhantes.









