A Estação do Trem de São José da Laje, finalmente, está sendo recuperada.

Uma construção histórica, datada de 1894, primeiro prédio público da cidade, que esteve abandonada por décadas, passa hoje por obras de recuperação num investimento da ordem de 200 mil reais, recursos próprios do município, segundo me disse essa semana o prefeito Rodrigo Valença.

Ainda não é a restauração exigida pelo tempo e pela importância da construção, mas já indica que parte da memória física da cidade não se perderá no futuro.

“Estamos reformando, porém mantendo as características externas do prédio para que ele não perca o valor histórico e cultural, inclusive compramos uma madeira encomendada bem semelhante a original”, informou Rodrigo.

E me garantiu que até chegar a essas obras, percorreu uma longa trajetória:

“Desde quando assumi a gestão (Prefeitura da Laje), mandei ofícios e  fui pessoalmente para  conseguir autorização  do DNIT e do IPHAN para reforma daquela área. Todavia, só obtivemos uma resposta definitiva no segundo bimestre deste ano, onde firmamos um termo de cessão com o DINT sob orientação do  IPHAN para  utilizar os prédios por 20 anos, destinando o  espaço para atividades socioculturais. Ainda, de acordo com termo  devemos  reformar e manter o prédio em boas condições”.

A destinação do imóvel, depois de recuperado, ainda é incerta. Mas o prefeito tem mantido contatos com a secretaria de Estado da Cultura de Alagoas, na tentativa de formar parceria e montar uma Casa de Cultura, que abrigaria a Biblioteca Municipal. Rodrigo vê aí a possibilidade de incentivar as pessoas a visitarem o local.

As obras iniciaram em junho e o prefeito acredita que até início de setembro, por conta das chuvas que atrapalham os serviços, a recuperação esteja concluída.

O sítio é composto pela estação, garagem, refeitório e banheiros e todos estão ganhando feições de vida, de novo.

E, segundo o prefeito, a sua atenção a outras construções históricas na cidade vai continuar:

“Iremos estender futuramente este projeto para reformar  a Casa dos Signos e outros pontos históricos de São José da Laje. E assim, aos poucos vamos reconstruindo a nossa Princesa das Fronteiras”.

Que assim, seja.