Atualizada às 13h30
O senador Fernando Collor se pronunciou, por meio de sua assessoria de imprensa, no final da manhã desta terça-feira (14) a respeito do cumprimento de mandados de busca e apreensão realizados pela Polícia Federal em suas residências e empresas. O trabalho é direcionado para a Operação Lava Jato. Na nota, Collor repudiou com “veemência a aparatosa operação policial”.
Collor é um dos políticos que consta na lista do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Janot, por conta de possível envolvimento com o esquema na Petrobras. Durante toda a manhã de hoje, agentes da Polícia Federal em Alagoas realizaram apreensões de documentos e computadores na presidência da Organização Arnon de Melo e também no setor de recursos humanos. Além da empresa, a residência do filho de Fernando Collor, em Maceió, também foi alvo do cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Cléverton Costa, administrador domiciliar de Fernando Collor, foi detido e encaminhado à sede da Polícia Federal, no bairro do Jaraguá.
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Na nota, Fernando Collor diz que a medida foi invasiva, arbitrária e flagrantemente desnecessária. Ele afirma que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos e a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e que ele jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos.
Em outro trecho, Collor disse que se colocou à disposição da Polícia Federal para ser ouvido por duas vezes. “Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas”, destacou.
Confira na íntegra a nota:
A defesa do Senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos.
Ao contrário disso, por duas vezes o Senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, sendo que nas duas vezes seu depoimento foi desmarcado na véspera. Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas.
A medida invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado.
A operação
Mais de 50 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para políticos com mandatos. Essa operação atinge além do Distrito Federal, os estados da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Alagoas, São Paulo e Santa Catarina.
Recentemente o parlamentar foi citado em uma delação premiada como o favorecido que recebeu R$ 20 milhões para manter seu apoio ao ex-presidente Lula. Nas informações prestadas pelo dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, Collor teria emplacado o engenheiro José Zonis na diretoria de Operações e Logística da BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras.
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