Embora tenha registrado o maior avanço no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), 24% em uma década, a região metropolitana de Maceió segue em última posição no ranking divulgado nesta quarta-feira, 1º, pela Fundação João Pinheiro, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Nesta nova fase, o “Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileiras” recebeu indicadores de quatro regiões metropolitanas: Maceió (AL), Baixada Santista (SP), Campinas (SP) e Vale do Paraíba/Litoral Norte (SP). As quatro somam-se as 16 cujos indicadores foram divulgados em novembro do ano passado.

O IDH é uma medida composta de indicadores de saúde, educação e renda numa escala de 0 a 1. O Atlas leva em conta o levantamento feito nos Censos de 2000 e 2010, do IBGE. Os novos dados confirmam os avanços nos indicadores socioeconômicos do país - que já haviam aparecido na primeira divulgação.

Apesar dos avanços, os novos dados apontam que também nessas metrópoles é grande a desigualdade nas condições de vida de seus moradores. 

Em Maceió, a diferença no desenvolvimento de duas regiões chega a 55%. De um lado, a área de Ponta Verde tem índice de 0,956; de outro, a área de Vales do Benedito tem o mesmo indicador em 0,522. No contexto global, seria algo como a diferença entre o IDH da Noruega (0,944), primeira colocada no ranking mundial, com o do Quênia (0,535), que fica em 147º.

O PNUD, porém, não recomenda a comparação entre o IDH das regiões com o dos países devido à diferença na metodologia de cálculo.

Não é só em Alagoas que as disparidades aparecem. Nas quatro regiões incluídas no Atlas são grandes as diferenças nos três grandes setores da pesquisa. Na saúde, por exemplo, a variação da esperança de vida ao nascer é de mais de dez anos em todas as quatro. Segundo o PNUD, "isso significa que a criança que nasce em uma área pobre possivelmente viverá dez anos a menos que aquela que nasce em um bairro mais rico".