Welton Roberto
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A ideologia de gênero e o Saci Pererê

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E eis que a nação de maior influência no mundo dá um nocaute no preconceito e regulamenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aplausos coloridos e efusivos ao amor, seja lá como ele for! 

 Nesta mesma semana Barack Obama reata as relações com Cuba e dá um toco histórico na repórter da Globo News que, emprenhada por seu complexo de vira-latas, quis humilhar a nação em uma coletiva mundial e saiu sem saber onde estava, "tipo" (to ficando jovem na escrita agora, hehehe) depois daquele jogo entre Brasil e Alemanha na Copa do Mundo, entenderam? -  gol da Alemanha! (repita mais 6x)

 Para quem não acompanhou a coletiva, Obama reafirmou aquilo que nós já sabíamos, ou seja, que somos uma potência mundial no cenário global. Ponto final! E a repórter depois disso não fez mais nenhuma pergunta. Deve estar consolando o Dunga depois do vexame paraguaio na Copa América!

Chora, tia!  

E parece que "God blessed America, indeed!" A resposta americana ao regulamentar o casamento entre pessoas do mesmo sexo deu um banho de água fria nos defensores, um tanto quanto hipócritas, da questão que envolveu a polêmica inútil da ideologia de gênero aqui e acolá nos rincões de nosso país continental. 

Como eu cheguei a afirmar na concorrida audiência pública realizada no Parlamento Mirim de nossa capital, a ideologia de gênero é igual ao Saci-Pererê, todos sabemos que não existe, mas ninguém perde a oportunidade de falar sobre o danado quando ele faz das suas travessuras. 

Imbuído do espírito de participação para o debate, li o Plano Nacional de Educação, o Plano Estadual de Educação e o Plano Municipal de Educação, este último aprovado em 2012 -  e em canto nenhum, nenhum, nenhum existia a referida expressão "ideologia de gênero".

Então, de onde tiraram isso?  Pensei cá com meus botões... DO FACEBOOK, ora! 

Pasmo fiquei com a ignorância de alguns vereadores que desconheciam tal fato e foram lá para usar a tribuna e jogar pra galera que, animada igual a auditório do Chacrinha (eita, agora revelei a minha idade!!!), gritava eufórica: "família, família, família".

Nunca vi nada mais bizarro!

Não que não fosse belo respeitar a família, ou lová-la. Nada disso. Mas é que as ditas famílias estavam temerosas que seus filhinhos anjinhos  assexuados  tivessem aulas extraídas do KAMA SUTRA e aprendessem a ser homossexuais. Coisa de gente que não lê, estuda ou se aprofunda nos temas, mas adora um facebookizinho para se orientar.

Eu, hein?

Quanto a mim defendo uma escola inclusiva onde as pessoas aprendam a conviver com as diferenças, em todos os prismas, sejam eles sexuais, religiosos, étnicos ou culturais. Respeitar o ser humano, eis a primeira regra de qualquer PLANO EDUCACIONAL.

Mas acabei saindo do debate com aquela dúvida arretada sobre a sexualidade do Saci-Pererê (?) e acho que alguns vereadores também (hehehe) e tive a nítida impressão de que  o próximo passo para algumas famílias perfeitas igual as do  comercial de margarina será sair das cavernas e tentar inventar a roda.

Opa, sem duplo sentido, por favor!  

 

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