Agora, deu.

A presidente Dilma se acha uma vítima do preconceito sexual.

Segundo a Folha de São Paulo desta sexta-feira, em entrevista ao jornal americano The Washington Post, a presidente disse que há preconceito sexual na sua forma de governar.

“Eu acredito que há um pouco de preconceito sexual. Sou descrita como uma mulher dura e forte, que coloca o nariz em tudo, e eu estou (me dizem) cercada por homens muito bonitos”, enfatizou Dilma a jornalistas americanos.

A entrevista da presidente foi publicada ontem à noite no site do jornal americano e traz a opinião dela sobre a última pesquisa do Datafolha, que mostra 65% dos brasileiros rejeitando o seu governo: “preocupa, mas não vou arrancar os cabelos por isso”.

E desabafou: “você tem que viver com as críticas e com o preconceito”.

As críticas são, em especial, do padrinho político dela, o ex-presidente Lula, e de alas do seu próprio partido, o PT.

Já sobre o preconceito, a presidente, mais uma vez, procura desculpas esfarrapadas.

Os panelaços de mulheres em todo o Brasil contra ela, nos primeiros meses deste ano, não tiveram nada a ver com questões de gênero.

Foi um protesto contra o governo, contra o descontrole inflacionário, e contra a má gestão na economia brasileira que nos levará este ano a uma inflação superior a 9%, quando a meta prevista pelo Banco Central, e já alta, era de 7,4%, e a um desemprego crescente. Segundo o IBGE, em maio deste ano, foi registrado aumento de 6,7% no número de pessoas desocupadas referente a maio de 2014.

O que significa que, em um ano, 454 mil pessoas passaram a fazer parte da população desempregada.

Enquanto a presidente não fizer a mea culpa, e deixar de procurar chifres em cabeça de cavalo, não será fácil encontrar caminhos para a saída da crise econômica nacional.

Infelizmente para nós, brasileiros, independente de sermos homens ou mulheres.