Sem chegar a um consenso sobre o reajuste salarial de 5% ofertado pelo Governo do Estado, os servidores públicos estaduais estarão reunidos em assembleia nesta quinta-feira (17)  para decidir sobre uma possível paralisação geral.

O movimento que pleiteava a reposição da inflação e participa de rodadas de negociações há mais de dez dias “não ficou satisfeito com o valor apresentado pelos gestores públicos”, informou a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), Rilda Alves.

De acordo com informações repassadas nesta quarta-feira (17), à reportagem do CadaMinuto pela sindicalista, “o governo não atendeu às reivindicações dos trabalhadores que buscam um reajuste que acompanhe o IPCA”.

A proposta apresentada pelo governo foi rejeitada pelo Movimento Unificado dos Servidores. O valor apresentado de 5% de reajuste seria pago em três parcelas, ficando 1% retroativo a maio, 2% em outubro e 2% a serem incrementados aos salários no mês de dezembro.

Diante da falta de entendimento, diversos representantes dos servidores públicos estarão reunidos na sede da CUT, amanhã à tarde para decidir sobre a paralisação das atividades, o que poderá ocorrer de forma imediata.

As negociações

Nesta terça-feira (16) os servidores estaduais foram para uma nova rodada de negociação sobre a reposição salarial e ficaram acampados na frente do Palácio República dos Palmares até o final da reunião, aconteceu já à noite.

No entanto, o movimento unificado dos servidores buscava por um reajuste de 15%, que trata do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais ganho real.

Associações Militares de Alagoas convocaram a tropa para uma assembleia geral no dia de 25 de junho para tratar sobre o não pagamento do reajuste baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).