Os dias da dona de casa Darcilene Almeida estão sendo difíceis. Os remédios de sua filha, Lara, de 7 anos, não estão sendo disponibilizados pelo Governo Estado, através do Farmácia de Medicamentos Excepcionais de Alagoas (Farmex), há quatro meses. Segundo ela, a pequena sofre de Sindrome de Dravet, uma doença rara que se manifesta como uma epilepsia grave, e precisa ingerir dois comprimidos a cada oito horas.

Darcilene Almeida diz que o principal remédio, que controla as crises, o ospolot, é fabricado na Alemanha. “Ele não pode ser encontrado no Brasil e é muito caro, não posso adquiri-lo. O preço gira em torno de R$ 1.100,00. Tive que entrar com uma ação na 28º Vara da Infância e da Juventude e o Executivo é obrigado a fornecê-lo”. 

A dona de casa ressalta que os outros dois medicamentos, que também deveriam ser fornecidos pela Farmex, estão sendo comprados com ajuda de familiares. “Eu preciso de uma resposta o mais rápido possível. Lara teve mais de 35 internamentos em Alagoas, além de três em São Paulo”.

Darcilene Almeida pontua que entrou em contato diversas vezes com a Farmex em busca de uma solução. Como resposta, ela obteve a informação que a gestão passada deixou uma enorme dívida com os fornecedores. “Eles alegam que a compra já está no orçamento, mas que ainda não tem previsão da entrega”.

A mãe diz que os especialistas já estavam desacreditados no caso de sua filha. “Buscando na internet, achei o ospolot que, aliado a outros medicamentos, faz com que Lara consiga levar uma vida normal. Ela está tomando ele desde 2012”.

Por meio da assessoria de Comunicação, a Secretaria de Estado da Saúde enviou ao CadaMinuto uma nota onde esclarece que já foi aberto um processo emergencial para a compra do medicamento.

Confira a nota na íntegra:

"A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) esclarece que, ao assumir a pasta em janeiro deste, o medicamento ospolot já se encontrava em falta, uma vez que a gestão passada não realizou os pagamentos aos fornecedores e realizou compras acima de R$ 100 milhões, sem respeitar o processo legal.

No entanto, mediante auditoria da Controladoria Geral do Estado (CGE), está regularizando o pagamento dos fornecedores e reabastecendo o Componente Especializado de Assistência Farmacêutica (Ceaf). Informa que abriu um processo emergencial para a compra do medicamento, que é importado, visando atender a paciente".

*Colaborador