Foi com o sorriso aberto e os braços estendidos que a aposentada Dominícia Vicente da Silva recebeu o diretor de operações da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), Pablo Ângelo de Almeida, durante a visita de inspeção realizada no bairro de Bebedouro no final da manhã desta quarta-feira (10). A ação contempla mais um ponto da programação da chamada Operação Inverno.
“Graças a esse trabalho preventivo, nunca mais tivemos problema de alagamento durante o inverno”, garantiu ela, que mora há 15 anos numa casa cujos fundos dá para um afluente do Riacho do Silva.
Ao lado da vizinha, Maria José dos Santos, residente há 18 anos na mesma rua, Dominícia confirmou que problema com a coleta de lixo também é coisa do passado. “Antes, passavam até dez dias sem recolher o lixo. Agora, não. Está uma maravilha. A coleta passa às terças, quintas e sábados”, confirma.
A presença dos serviços de limpeza da Prefeitura de Maceió na região tem como objetivo atender às demandas da população do bairro do Bebedouro, sempre preocupada com um possível transbordamento do Riacho do Silva e de seus influentes durante o inverno.
Por isso, a Slum iniciou uma operação de limpeza com máquina retroescavadeira num ponto do Riacho do Silva situado na Rua Marquês de Abrantes, pouco antes da entrada do Parque Municipal de Maceió.
“Vamos entrar com equipamento fazendo a parte de desassoreamento e uma equipe manual para a parte de limpeza e capinação das margens do riacho”, explicou Pablo Ângelo de Almeida. “A intenção é tirar a vegetação para que haja melhoria no fluxo das águas e tentar desassorear o fundo do riacho para que ele não venha a transbordar”, detalhou.
Ação preventiva
O jovem Wellington Gomes da Silva acompanhava de perto o serviço de limpeza. Morador da região desde que nasceu, hoje, aos 21 anos, ele confirmou que a situação “está bem melhor”. “Em outros tempos, o riacho transbordava. Agora com essas limpezas não. E também não temos problema com coleta porque temos um contêiner. O lixo que acumula é que vem lá de cima”, lamentou.
A sujeira que desce pelo riacho tem como causa a falta de consciência ambiental das comunidades que residem em áreas de risco situadas na parte alta da cidade. Mesmo com o trabalho do gari comunitário e com recorrentes investidas da equipe de educação ambiental da Slum, alguns moradores insistem em descartar lixo e material volumoso e inservível em encostas e no leito do riacho. “Eu já vi até sofá aqui”, comentou o morador.
De acordo com o diretor de operações da Slum, a operação na região de Bebedouro deve durar aproximadamente 30 dias. “A ideia é contemplar toda a extensão do Riacho do Silva até o trecho que dá acesso à Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). Vamos limpar e desassorear para tentar minimizar os transtornos causados pela chuva durante o inverno”, explicou.
Além de lideranças comunitárias, a vistoria em outros pontos de Bebedouro por onde passa o riacho foi acompanhada pelo vereador Sílvio Camelo (PV). “É importante por que a gente vem atender a um anseio da comunidade com um trabalho preventivo. Isso vai evitar que ocorram problemas com a chegada do inverno. A gente parabeniza a Slum por esse trabalho de prevenção, que além de ser mais barato, evita possíveis transtornos no período de chuvas”, destacou o vereador.
